07/04 - 21:06 - Redação com agências
RIO DE JANEIRO - A secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nesta segunda-feira mais uma morte por dengue, totalizando 45 óbitos na cidade e 68 no estado. Segundo a assessoria de comunicação da secretaria, um menino de 6 anos, morador de Bangu, na zona Oeste, morreu na última sexta-feira (4) em uma clínica particular de Niterói, para onde havia sido levado.
Foi o primeiro caso de morte causado pela doença em Niterói, que até o momento não apresenta caso de óbito, por dengue, entre os moradores.
Aviso aos turistas estrangeiros
Nesta segunda-feira, o governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que não vai esconder dos turistas estrangeiros a epidemia de dengue que atinge o Estado e que o governo vai emitir boletins sobre a doença para consulados e embaixadas.
Embaixadas e consulados de alguns países já fizeram alertas aos turistas sobre o risco de contração da doença que matou 68 pessoas e atingiu mais de 57 mil em todo o Estado neste ano.
"Não devemos esconder dados da comunidade internacional. O secretário (de Saúde) Sérgio Côrtes vai enviar dados aos consulados sobre o que está acontecendo e o que estamos fazendo. Não dá para ficar no disse-me-disse", afirmou Cabral durante evento no Palácio Guanabara, sede do governo estadual.
"Há um problema sim, mas estamos enfrentando o problema. Dessa vez é uma situação de emergência... vamos arregaçar as mangas, enfrentar a crise e trabalhar para superá-la", acrescentou o governador.
Cabral declarou também que ao longo deste ano o governo do Estado vai assumir as funções de prevenção da doença.
"Não quero saber se faltou prevenção. Não é hora de julgar A, B ou C. O povo tem calendário (eleitoral) para julgar o que cada ente federativo deveria fazer... vamos assumir essa tarefa, para que em 2009 o Rio não viva mais esse problema que dura 12 anos. É uma crise terrível", afirmou Cabral.
O governador reuniu seu secretariado nesta segunda-feira para integrar medidas contra a dengue. Ele designou que algumas secretarias e empresas estatais entrem efetivamente no combate à doença.
Entre as medidas, a Companhia de Águas e Esgotos (Cedae) vai auxiliar no fechamento de caixas d'água; a secretaria de Educação fará campanhas nas escolas do Rio; o Detran vai distribuir panfletos sobre a doença em seus postos e a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) vai atuar na eliminação de focos da doença.
No domingo, começaram a chegar os médicos de outros Estados para auxiliar no atendimento dos hospitais da rede pública. A previsão é que até 200 profissionais de saúde desembarquem no Rio de Janeiro até o próximo fim de semana.
(Com informações da Agência Brasil)
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