07/04 - 11:36 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - Líderes da oposição declararam nesta segunda-feira que não irão desistir de instalar uma CPI só do Senado para investigar o uso de cartões corporativos do governo, mesmo com a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) sobre o vazamento do suposto dossiê contra o PSDB feito no palácio do Planalto.
O líder da bancada tucana no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), chegou a duvidar dos resultados da apuração da PF, ressaltando que a ênfase da cúpula do governo é investigar quem vazou os dados do governo FHC, e não o uso de informações públicas por funcionários públicos para a montagem de um dossiê com objetivos políticos.
“Ela [Dilma Rousseff] chegou a dizer que poderia ter sido um hacker. Por que não faz uma investigação completa?”, questionou Arthur Virgílio, para depois acrescentar que o anúncio do inquérito da PF não implica o esclarecimento de irregularidades: “O governo ia fazer uma farsa grosseira [ao apurar sem utilização de policiais]. Agora deve tentar fazer uma mais sofisticada”
Comissão
Tanto o líder do PSDB no Senado quanto o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), descartaram qualquer possibilidade de adiamento da criação da CPI dos Cartões só no Senado, como pediram na quinta-feira passada ao presidente do Senado, senador Garibaldi Alves Filho. Garibaldi prometeu ler o requerimento da CPI (oficializando a criação) nesta terça-feira.
“A leitura do requerimento é imprescindível e a CPI terá de ser instalada. A investigação [da PF] é conveniente mas não supre o que a CPI tem que fazer”, destacou Agripino Maia.
Ele disse que “os resultados [da investigação] vão mostrar” se o inquérito é para valer. “O que interessa é o uso do dinheiro pelo governo. Dentro do uso, você tem itens importantes como a confecção do dossiê, e tem a questão do objetivo do dossiê e quem fez, e só lá atrás tem o vazamento, que é o menos importante”, analisou o líder do DEM.
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