04/04 - 08:52 - Agência Estado
“A versão do casal é fantasiosa”, disse nesta quinta-feira o promotor Francisco Cembranelli, responsável no Ministério Público Estadual (MPE) pela investigação da morte da menina Isabella, de 5 anos, que morreu após cair do 6º andar do Edifício Residencial London, no sábado à noite, na zona norte de São Paulo.
Ele se referiu às declarações que o pai da garota, Alexandre Alves Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, deram à polícia no sentido de que uma terceira pessoa entrou no apartamento e jogou a menina pela janela.
O promotor não quis entrar em detalhes porque o caso está sob segredo de Justiça, mas já adiantou que a história contada pelo casal não o convenceu. Cembranelli começou a acompanhar o caso na manhã de ontem e passou o dia lendo o processo para se inteirar do caso.
Ele elogiou o trabalho da polícia, ao dizer que todos os exames periciais necessários para o esclarecimento do caso estão sendo feitos, o que evita a perda de provas importantes. Além da necropsia no corpo da garota, foram feitos exames para identificar de quem é o sangue contido na tela de proteção do quarto de onde a menina caiu, outros para detectar mais vestígios de sangue no apartamento e nos carros do casal e a reconstituição do crime.
Segundo o casal, que se diz inocente, o autor do crime pode ser alguém do prédio onde a família mora, com quem o pai de Isabella teria se desentendido. A história contada por Alexandre e Anna Carolina é a de que, ao chegar da rua, ele subiu com Isabella para o apartamento, no 6º andar, deixou-a dormindo no quarto dela e voltou à garagem para pegar a mulher e os outros dois filhos. Na volta, teriam notado que a menina não estava na cama. Em seguida, teriam visto a tela da janela do quarto dos meninos cortada e descoberto a tragédia.
As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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