03/04 - 18:03 - Agência Brasil
RIO DE JANEIRO - Os primeiros médicos de outros Estados que reforçarão o atendimento no sistema de saúde do Rio de Janeiro começam a chegar ao Estado na próxima segunda-feira. Eles atendem o pedido do secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, que solicitou cerca de 150 profissionais para ajudar no combate à epidemia de dengue.
O presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Osmar Terra, informou que os profissionais, em sua maioria pediatras, ficarão no Estado o tempo que for necessário, obedecendo a um sistema de revezamento.
O salário será pago por seus estados de origem. O governo do Rio pagará a hospedagem, o transporte e R$ 500 por plantão de 12 horas.
Terra informou que cada estado está fazendo um levantamento e consultando os quadros funcionais, inclusive de hospitais universitários, para determinar quantos médicos serão deslocados para o Rio.
Ele adiantou que, até o momento, os estados já definiram 80% do pessoal solicitado. O Rio Grande do Sul enviará 20 médicos; Santa Catarina dez; Minas Gerais e Paraná 15, cada um; Mato Grosso 20, sendo 10 pediatras e 10 infectologistas e o Amapá, sete pediatras.
“Todos os estados estão mandando gente para o Rio de Janeiro. Nós fechamos que não vai ter nenhum estado sem mandar pelo menos um ou dois profissionais para o Rio de Janeiro. Nenhum estado fica de fora”, disse o presidente do Conass.
Os profissionais trabalharão na rede pública de saúde e nos centros de hidratação para pacientes com dengue.
O Conass realiza ainda nesta quinta-feira, no Rio, uma reunião nacional extraordinária para traçar estratégias contra a epidemia de dengue.
Leia também:
Leia mais sobre: dengue
Publicidade
Filas em hospitais ainda são motivo de queixas de pessoas com suspeita de dengue
Sem médicos, tendas para hidratação de pacientes com dengue no Rio não funcionam
Jobim diz que militares vão combater mosquito da dengue e atender pacientes no Rio
Secretário diz que larvicida contra dengue estocado no Rio prejudica saúde humana