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Confiamos plenamente no trabalho da polícia, diz tio de Isabella

02/04 - 19:10 - Redação

SÃO PAULO – Em rápida conversa com a reportagem do Último Segundo, por telefone, Felipe Vicente, tio de Isabella Nardoni, de 5 anos, que morreu após cair do sexto andar do prédio em que o pai dela morava, na zona norte de São Paulo, no último sábado, disse que confia plenamente no trabalho da polícia. Felipe é irmão da mãe de Isabella, Ana Carolina Cunha de Oliveira, que prestou depoimento nesta quarta-feira.

 

Questionado sobre o fato de o pai de Isabella, o consultor jurídico Alexandre Nardoni, de 29 anos, e de sua atual mulher, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24 anos, serem considerados suspeitos pela polícia de envolvimento na morte, Felipe foi enfático e disse: “tudo que eu posso te dizer é que não desconfiamos de nada, mas confiamos plenamente no trabalho da polícia”.

Após alguns segundos, o tio de Isabella apenas repetiu que a “família confia plenamente no trabalho da polícia (...) O inquérito da polícia vai dizer o que aconteceu”. A Justiça aceitou, nesta quarta-feira, o pedido de prisão temporária de Alexandre e Anna Carolina Jatobá.

Felipe destacou que, desde a morte de Isabella, no último sábado, a família não teve contato com Alexandre. “Não falamos mais com ele. Nem ele nos procurou e também não procuramos por ele”.

Sobre o depoimento da irmã Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, ele preferiu não comentar. “Não sei nada sobre o depoimento. O que posso te falar é que a minha irmã está chocada”, afirmou. Ana Carolina prestou depoimento, no 9º Distrito Policial, na manhã desta quarta-feira.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

A polícia afirmou que vai aguardar os laudos dos exames periciais, que ficarão prontos em cerca de 30 dias, para esclarecer as circunstâncias da morte. O delegado vinha afirmando que Nardoni e Anna Carolina não eram suspeitos. A reconstituição do caso não tem data confirmada, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública.

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