O Brasil faz sua primeira cirurgia por robótica. No último domingo, o Hospital Sírio-Libanês realizou a primeira intervenção médica com robôs, abrindo o que os médicos responsáveis chamam de uma nova fase na cirurgia do País.
Dois pacientes foram submetidos a procedimentos de prostatectomia (extração total ou parcial da próstata) com a nova tecnologia. Os urologistas Anuar Mitre e Miguel Srougi, também professores da Faculdade de Medicina da USP, coordenaram as operações. O Brasil não poderia ficar fora dessa evolução, afirmou Srougi, que está nesta semana em Milão para conferências.
Segundo o hospital, os pacientes passam bem. Estamos inaugurando no Brasil o novo conceito de cirurgia, que é o de ser minimamente invasivo, afirmou Srougi. Ele garante que a nova técnica causará um grande impacto no País. No mundo, menos de mil robôs estão sendo usados, dos quais 700 nos Estados Unidos, 150 na Europa e o restante no Oriente Médio.
A cirurgia no Brasil ocorre 20 anos depois da primeira intervenção com o uso de robôs no mundo. A primeira delas ocorreu na França em 1988. Na América Latina, a Venezuela era o único país que detinha tal tecnologia. Cada máquina custa US$ 1,5 milhão. O hospital adquiriu dois equipamentos. O valor não inclui o treinamento das equipes, realizado na Universidade Stanford (Estados Unidos).
O robô cirúrgico tem quatro braços. Um deles carrega uma câmera e os outros três portam instrumentos cirúrgicos como pinças, tesouras e bisturi. O médico fica sentado em uma mesa de controle. Dedais acoplados aos seus dedos reproduzem dentro do corpo do paciente todos os movimentos do cirurgião. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
AE