01/04 - 12:35, atualizada às 14:29 01/04 - Lecticia Maggi, repórter Último Segundo
SÃO PAULO - Os policiais militares e bombeiros que atenderam a ocorrência da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, que foi encontrada morta no prédio em que seu pai mora, na noite de sábado, serão intimados para depor no inquérito que apura a morte da menor.
Nesta terça-feira, três moradores do prédio prestaram depoimento à polícia no 9º DP do Carandiru. Uma delas, moradora do 1º andar do mesmo edifício, e que não quis se identificar, disse apenas ao sair da delegacia que deu "informações que vão ajudar a esclarecer o caso", mas sem dar mais detalhes. Ainda nesta terça-feira mais cinco pessoas serão ouvidas.
A polícia pediu ainda a transcrição de quatro telefonemas feitos do prédio ao Comando da Polícia Militar (COPOM) na noite da morte.
No momento da realização desta reportagem um policial militar, um dos primeiros a chegar no local do acidente está na delegacia prestando depoimento sobre o caso.
Causa da morte
Laudo preliminar feito pelo Instituto Médico Legal (IML) indica que a menina foi sufocada antes da queda. Profissionais do IML, que trabalham no laudo, observaram características típicas de estrangulamento no corpo da menina, como a língua e a extremidade das unhas arroxeadas.
O delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º DP, afirmou que exames preliminares indicaram que a queda pode não ter sido o motivo da morte de Isabella.
| Reprodução |
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| Isabella ao lado da mãe |
Oficialmente, o diretor do IML, Hideaki Kawata, afirma que, por ora, não tem condições de dizer se a garota foi agredida. “Ela morreu em decorrência da queda, isso é fato”, disse Kawata. “Nesse momento, qualquer afirmação diferente dessa é especulação.”
Desde o início das investigações, a polícia crê em homicídio. Isabella caiu do 6º andar do edifício London na madrugada de sábado. Ela estava no apartamento do pai, o consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da madrasta Anna Carolina Trotta.
O caso
| AE |
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No sábado, foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.
O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.
A polícia afirmou que vai aguardar os laudos dos exames periciais, que ficarão prontos em cerca de 30 dias, para esclarecer as circunstâncias da morte. O delegado afirmou que Nardoni e Anna Carolina não são suspeitos. "Eles são averiguados", frisou.
A reconstituição do caso não tem data confirmada, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública.
(*com informações da Agência Estado)
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