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Pai alega que deixou filha no quarto e quando voltou ela não estava

31/03 - 14:03 - Redação com Agência Estado

SÃO PAULO - O consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni, pai de Isabella Oliveira Nardoni, de 5 anos, disse que deixou a filha dormindo no quarto e quando retornou ela não estava mais. A criança  morreu na noite de sábado após cair do sexto andar de um edifício na zona norte de São Paulo. Ela chegou a ser levada ao pronto-socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos. O seu corpo foi enterrado nesta segunda-feira no cemitério do Parque dos Pinheiros.

 

Em depoimento à polícia, Nardoni alegou que, na noite de sábado, estava voltando para o apartamento com a mulher Anna Carolina Trotta Peixoto, os dois filhos do casal, de 11 meses e três anos, e Isabella.

Segundo Nardoni, ele acomodou a filha, que já dormia, na cama e trancou a porta do apartamento. Em seguida, desceu para ajudar a esposa Anna Carolina a subir com as outras crianças.

Ele contou que, ao retornar ao apartamento, ouviu um barulho e, quando olhou pela janela, já viu a criança estendida no solo. Para ele, o apartamento foi invadido por um ladrão.

Delegado descarta acidente

O delegado titutar do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, descarta a hipótese de acidente e acredita que a criança foi assassinada.

Segundo o delegado, o principal indício de homicídio é o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada propositalmente. Além disso, ele afirmou que havia marcas de sangue no quarto do apartamento.

Filho considera pouco provável a idéia de invasão do local. "Esta versão não me convence devido à ausência de sinais de arrombamento no apartamento", afirmou Calil Filho. Ele completou dizendo que ninguém se queixou do desaparecimento de pertences. Contudo, o pai e a madastra de Isabella não são suspeitos. "Eles são averiguados", frisou.

Porteiro não notou arrombamento

O porteiro do edifício, por sua vez, afirmou não ter notado nenhum movimento ou sinal que indicasse arrombamento e disse que ouviu apenas o barulho do corpo da menina caindo no solo.

A polícia informou que vai aguardar os laudos dos exames periciais, que ficarão prontos em cerca de 30 dias, para esclarecer as circunstâncias da morte.

Entre outros depoimentos que pretende reunir no inquérito, o delegado informou que deverá ouvir um engenheiro com quem Alexandre teria brigado há alguns dias.

Leia mais sobre: queda - morte - violência





 
 

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