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"Não foi fatalidade", diz avô de criança que morreu após cair de edifício em São Paulo

31/03 - 12:11, atualizada às 17:28 31/03 - Redação

SÃO PAULO - Jorge Arcanjo Oliveira, o avô materno de Isabella de Oliveira Nardoni, afirmou não acreditar na hipótese de morte acidental da neta. "Não foi uma fatalidade", afirmou, em entrevista à Rádio CBN. Ele, porém, não soube dizer o que teria acontecido com a criança.

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Oliveira acompanhou o enterro do corpo de Isabella, que aconteceu por volta das 9h desta segunda-feira, 31, no cemitério Parque dos Pinheiros. "É um trauma muito grande que estamos passando", disse.

Isabella, de 5 anos, morreu após cair do sexto andar de um edifício localizado na Vila Isolina Mazzei, na zona norte da capital, na noite de sábado. Ela estava no apartamento do pai, o consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni. Segundo o avô, Nardoni sempre a tratou muito bem. "Ele era muito amoroso, muito bom pai", disse.

Questionado sobre uma possível suspeita de participação do pai na morte da filha, Oliveira foi enfático: "Não, isso não. Ele pode ter todos os defeitos, mas isso nunca faria", afirmou. Com relação a um engenheiro com quem Nardoni havia brigado há alguns dias e que a polícia pretende ouvir no inquérito, Oliveira preferiu não comentar.

Ele contou que a neta morava com os avós e a mãe e era uma ótima criança. "Ela era muito amorosa, não tinha defeito nenhum", emocionou-se ao dizer.

O caso

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Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, morreu cair do edifício. A polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. Segundo o delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

A polícia afirmou que vai aguardar os laudos dos exames periciais, que ficarão prontos em cerca de 30 dias, para esclarecer as circunstâncias da morte. O delegado afirmou que Nardoni e Anna Carolina não são suspeitos. "Eles são averiguados", frisou.

A reconstituição do caso, que estava prevista para esta segunda-feira, mas foi cancelada, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. A nova data ainda não foi marcada.

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