28/03 - 10:58 - Agência Estado
Do total de crianças e adolescentes trabalhadores no Brasil, aproximadamente 80% moravam, em 2006, em domicílios cujo rendimento médio mensal domiciliar per capita era menor que um salário mínimo, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa revela ainda que "uma parcela relevante" das crianças e adolescentes ocupados trabalhava sem receber rendimento (47,3%), sendo que 14,1% ganhavam menos de um quarto do salário mínimo.
Na região Nordeste, a proporção dos jovens cujo rendimento médio mensal domiciliar per capita era menor que um salário mínimo era de 93,1%. Em 2006, os trabalhadores de 5 a 17 anos de idade cumpriam jornada média de 26 horas semanais, inferior à dos adultos com 18 anos ou mais (41,1 horas semanais).
Além disso, da população de 5 a 17 anos de idade ocupada, 28,6% cumpriam jornada semanal de trabalho de 40 horas ou mais, porcentual maior entre os homens (30,7%) do que entre as mulheres (24,8%).
A proporção de crianças e adolescentes que trabalhavam 40 horas ou mais crescia conforme aumentava a faixa etária: era de 4,6% de 5 a 13 anos de idade e de 46,2% entre os adolescentes de 16 ou 17 anos.
Em 2006, o rendimento médio mensal proveniente de trabalho das crianças e adolescentes foi estimado em R$ 210, sendo que nas regiões Sudeste (R$ 242), Sul (R$ 268) e Centro-Oeste (R$ 245) era quase o dobro daquele no Nordeste (R$ 126).
Outros dados do Pnad:
Leia mais sobre: IBGE - PNAD - Bolsa Família
Publicidade
Para secretária, compra de bens duráveis por beneficiário de programa social não é desvio