26/03 - 12:20 - Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta quarta-feira que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, lhe deu carta branca para definir o tamanho do reforço necessário de militares para o combate ao mosquito da dengue, no Rio de Janeiro.
De acordo com Temporão, a expectativa é de que seja disponibilizado um número significativo de militares da Marinha e do Exército brasileiro. “Amanhã o Ministério da Defesa vai entregar os dados e vamos acertar onde as pessoas serão alocadas, quantos médicos serão necessários. Até semana que vem, já estará tudo certo”, ressaltou o ministro.
Temporão também destacou ter informações desde o ano passado sobre a epidemia e que ele teria divulgado a situação desde então. “No início de fevereiro, me reuni com o governador Sérgio Cabral para falar sobre os casos de morte acima do normal. Não faltou aviso, nem trabalho”, afirmou. Segundo Temporão, o Ministério da Saúde cumpriu suas tarefas dentro de suas limitações.
“Neste momento o que conta é que temos que enfrentar essa situação crítica e responder às expectativas e demandas da sociedade brasileira no combate a esta questão”, disse. O ministro também ponderou ser necessária uma mudança no modelo de atenção primária na saúde do Estado. “Isso é um consenso”, finalizou.
Reunião PMDB
Ligado ao PMDB, Temporão participou da reunião do Conselho Nacional do partido nesta manhã, em Brasília. Segundo ele, o convite do partido foi para fazer uma reflexão inicial sobre a história do partido na constituição do Sistema Único de Saúde (SUS) e apresentar o programa do governo federal para o setor, chamado de PAC da Saúde, como uma nova agenda política deste ano. “Vamos ter eleições este ano e a Saúde com certeza vai estar no centro da atenção de todo País”, avaliou.
Temporão informou ainda que, em acordo com o presidente do partido, Michel Temer, a bancada do partido no Congresso será reunida para um detalhamento do PAC da Saúde, incluindo o debate sobre o financiamento do setor, afetado pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). “O SUS não tem como se sustentar e oferecer um serviço de qualidade a população”, disse.
(Com informações de Sarah Barros)
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