21/03 - 18:24 - Agência Brasil
RIO DE JANEIRO - A morte de uma criança com suspeita de dengue foi confirmada nesta sexta pelo Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste do Rio. A menina Ana Clara Gonçalves, de sete meses, morreu nesta quinta, e no atestado de óbito constava dengue como causa de "morte terciária", sendo pneumonia a primária.
"Nós não tivemos a confirmação, que é dada por um exame de sorologia para dengue ou teste rápido, mas o médico que atendeu à criança suspeitou que ela contraiu dengue devido ao número baixo de plaquetas", explicou o chefe do plantão da emergência do Hospital Albert Schweitzer, Luiz Henrique Pereira.
Desde o início do ano, foram confirmadas as mortes de 49 pessoas vítimas de dengue no estado do Rio, sendo que cerca da metade correspondia a crianças de 2 a 13 anos, segundo a Secretaria estadual de Saúde.
Na primeira quinzena de maio, o Hospital Albert Schweitzer atendeu a 495 pessoas com suspeita de dengue, e segundo o médico Luiz Henrique Pereira, as duas enfermarias reservadas para esses casos na unidade estão sempre lotadas.
O pronto atendimento e a emergência do hospital também estiveram lotados durante toda a tarde de hoje. A manicure Carla Rodrigues, de 32 anos, foi visitar a filha de 12 anos que está internada vítima de dengue, e disse que os casos só aumentam, principalmente em crianças.
"Os médicos estão fazendo o que podem, mas eles não dão conta de atender a tanta gente. Só nesta semana três vizinhos meus pegaram dengue", disse.
Em toda a extensão da entrada do hospital pode ser visto uma água aparentemente limpa e parada. Segundo os moradores da região, o problema teria começado há três meses e seria resultado de um cano de água danificado.
Nas farmácias próximas ao hospital, os estoques de repelentes foram zerados.
A zona oeste é a área considerada mais crítica na cidade.
Leia também:
Leia mais sobre: dengue
Publicidade
Sem médicos, tendas para hidratação de pacientes com dengue no Rio não funcionam
Jobim diz que militares vão combater mosquito da dengue e atender pacientes no Rio
Secretário diz que larvicida contra dengue estocado no Rio prejudica saúde humana
Ambulante no Rio vende até 30 raquetes elétricas por dia contra mosquito da dengue