20/03 - 07:52 - Redação
Cerca de 14 meses após a tragédia da cratera da Linha 4 do Metrô de São Paulo, o Ministério Público Estadual garante já ter provas de que as obras da Estação Pinheiros foram aceleradas de forma inexplicável e houve erro na execução do projeto, segundo informações do jornal "O Estado de S. Paulo".
De acordo com a publicação, os dados coletados até agora pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) revelam pelo menos três desconformidades em relação ao projeto original da Estação Pinheiros, assinado pela Engecorps: inversão do sentido de escavação do túnel sob a Rua Capri; discrepância entre os registros dos diários de obra e o que foi encontrado pelos técnicos durante a investigação e possível aceleração do ritmo de construção da estação.
Um dos pontos que permanecem obscuros na investigação diz respeito às explosões de rochas feitas no dia do acidente. Segundo o "Estado", a polícia ainda não conseguiu ouvir o técnico do consórcio responsável por manusear as dinamites, que alega problemas de saúde para não comparecer aos depoimentos.
De acordo com o Metrô, foram assinados 107 acordos com pessoas prejudicadas - a maioria, 59, por danos morais e materiais.
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