20/03 - 18:10 - Redação
RIO DE JANEIRO - As pessoas que procuram atendimento nos hospitais públicos do estado e do município do Rio de Janeiro com suspeita de dengue estão encontrando dificuldades para o atendimento. Elas reclamam da espera, da má qualidade das consultas e da lotação das enfermagens.
O secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Cortês, admitiu, na tarde desta quinta-feira, que o Estado enfrenta uma epidemia de dengue. Segundo a assessoria de imprensa, o secretário falou sobre o surto da doença durante a cerimônia de entrega de novos leitos no Hospital D. Pedro II.
No Hospital Getúlio Vargas, o estudante Rafael Alves disse que passou duas horas na fila a espera de atendimento. O mesmo aconteceu com a dona de casa Ana Lúcia dos Santos no Hospital Salgado Filho, do município. Ao acompanhar o filho, constatou que a emergência estava lotada.
“Está muito cheio de gente com dengue, principalmente crianças”, disse.
A Secretaria de Saúde do Estado confirmou que a demanda aumentou e, conseqüentemente, as filas. Por meio da assessoria a imprensa, a secretaria informou que apesar da espera todos são atendidos.
A Secretaria municipal de Saúde também reconheceu o problema, e informou que só o Hospital Salgado Filho recebe cerca de 350 pessoas por dia com suspeita de dengue.
Na fila do Salgado Filho, a doméstica Simone dos Santos se queixou do atendimento que recebeu no posto médico perto do hospital. Com a filha de quatro anos com suspeita de dengue, ela disse que a médica a aconselhou a voltar para casa.
“Estamos vendo que essa doença mata, não posso esperar. Não voltarei para casa com minha filha desse jeito”, afirmou.
O movimento nas clínicas particulares também aumentou. A Federação de Hospitais Particulares do Rio informou que os atendimentos mais do que dobraram na capital.
“Estamos diante de um cenário epidêmico, e portanto de uma situação crítica”, disse José Carlos Abrahão, presidente da federação, em nota.
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