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Conselho de veterinária proíbe corte de orelha em animais domésticos

20/03 - 14:45 - Juliana Simon, do Último Segundo

SÃO PAULO - O Conselho Federal de Medicina Vetenário (CFMV) publicou uma resolução que proíbe o corte da orelha e retirada das cordas vocais de cachorros e a retirada de unhas dos gatos. Os veterinários que contrariem a determinação estão sujeitos a avaliação do Conselho de Ética do CFMV.

Você concorda com as proibições dessas cirurgias?
Não. Elas deveriam ser permitidas

Sim. Os animais não necessitam delas

Cortar a cauda e orelhas deveriam ser permitidas



A consulta é realizada somente entre internautas e não tem valor de amostragem científica

A medida também torna não-recomendado o corte da cauda de cachorros. Os procedimentos agora proibidos eram utilizados com objetivos estéticos.

Segundo a publicação, "ficam proibidas as cirurgias consideradas desnecessárias ou que possam impedir a capacidade de expressão do comportamento natural da espécie, sendo permitidas apenas as cirurgias que atendam as indicações clínicas".

A resolução também regulamenta cirurgias em animais de porte maior, estabelecendo a obrigatoriedade de condições adequadas para operações, como anestesia e estrutura física da clínica.

Veja a resolução na íntegra.

A opinião dos veterinários

A pertinência da resolução do CFMV não é unanimidade entre os veterinários. Tabatha Novikov do Amaral, veterinária formada há três anos, acredita que esses tipos de cirurgia prejudicam a saúde do animal. Já Fernando Patitucci, que atende há mais de 40 anos, não vê problemas nos procedimentos e acredita que a resolução traz um "alarde desnecessário".

"Qualquer uma dessas cirugias representa algum tipo de agressão ao animal e pode ocasionar reações à anestesia e problemas após a operação", diz Tabatha. Para ela, a cirugia nas cordas vocais agride o único meio de defesa e diálogo dos cachorros e pode comprometer o equilíbrio psicológico do animal.

Patitucci discorda. "Se proibirem essas cirugias, devem proibir também as lipospirações, botox em humanos. São procedimentos meramente estéticos", diz. Para ele, a resolução é uma "extrapolação", pois os procedimentos, quando bem feitos, não apresentariam qualquer risco ao animal.

"Não há corte nas cordas vocais, há só a diminuição do tom do latido. Faço esta cirugia há 40 anos e nunca soube de problemas com a saúde física ou mental dos animais", diz.



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