18/03 - 09:17, atualizada às 12:29 18/03 - Redação com Agência Estado
SÃO PAULO - A garota de 16 anos suspeita de ter ateado fogo na colega de escola, Grazielli, de 14 anos, se apresentou às 16h de segunda-feira ao promotor da Infância e da Juventude. Ela estava acompanhada do pai, da irmã e do advogado Richard Bernardes e foi encaminhada à Fundação Casa (antiga Febem).
De acordo com Bernardes, a audiência da menor acontecerá na próxima segunda-feira e deve definir por quanto tempo ela permanecerá na Fundação. A expectativa da defesa é que seja de seis meses a um ano.
O advogado da jovem afirmou que apresentará requerimento ao juiz da 3ª Vara da Infância e Juventude para que ela seja acompanhada por um psicólogo indicado pela família durante o interrogatório.
Briga
A agressão ocorreu no dia 10 de março e Grazielli continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas. Segundo a assessoria do hospital, ela permanece em tratamento na unidade de queimados e seu estado é estável.
O pai da adolescente, Samuel Menequelli, porém, mostrou-se pessimista com relação ao estado de saúde da adolescente, que foi submetida a uma cirurgia para a retirada da pele. "O que os médicos descobriram foi muito ruim. Ela teve queimaduras de 3º grau em mais partes do corpo, vai precisar de mais enxertos onde não se imaginava", contou. "O maior problema agora é o alto risco de infecção", lamentou.
As duas garotas estudavam na Escola Estadual Guiomar Rocha Rinaldi, na zona oeste de São Paulo. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a discussão entre as duas adolescentes aconteceu por volta das 12h30 do último dia 10, na Rua Ângelo Aparecido dos Santos. Após desentendimento, a estudante de 16 anos retirou de sua mochila uma garrafa com gasolina e derramou o conteúdo em Grazielli.
Uma colega, que acompanhava a vítima, disse que Grazielli procurou a agressora na saída da aula para perguntar por que ela estava olhando feio para o seu grupo.
A testemunha afirmou que foi tudo muito rápido e as duas partiram para a agressão física. A agressora jogou gasolina e acendeu um isqueiro. Algumas pessoas que passavam pelo local conseguiram apagar o fogo do corpo da garota.
A estudante acusada de agressão chegou a ser rendida por esta amiga de Grazielli, mas conseguiu escapar após feri-la com um compasso escolar.
O caso foi registrado no 75º DP e os policiais que chegaram ao local apreenderam a garrafa com o combustível. Uma cópia do Boletim de Ocorrência (BO) foi encaminhada a Vara da Infância e Juventude.
Depois de uma semana negando conhecer os conflitos entre as alunas, a direção da escola admitiu na segunda-feira que uma professora já havia tentado conversar com a agressora.
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