18/03 - 16:36 - Agência Câmara
BRASÍLIA - O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou, por unanimidade (dez votos), o parecer da deputada Solange Amaral (DEM-RJ) que pediu o arquivamento do processo movido pelo PTC contra o deputado Mário de Oliveira (PSC-MG). Ele é acusado de encomendar o assassinato do deputado Carlos Willian (PTC-MG), crime que não ocorreu. A reunião foi encerrada em seguida.
Depois da votação, Mário de Oliveira afirmou que se sentiu triste com todo o processo. "Não tenho passagem pela polícia nem tenho nada contra nenhum deputado. Vi meu nome jogado no ar de forma negativa, mas hoje vejo que o processo no conselho foi a melhor coisa que me aconteceu, pois me inocentou." O parlamentar elogiou o trabalho da relatora. "Se não houvesse a investigação do conselho estaria hoje sujeito a uma cassação injusta."
Parecer do Ministério Público
Em nome do PTC, a advogada Gerusa Agami Manato leu mais uma vez trecho do parecer do Ministério Público afirmando que de fato houve uma tentativa de encomendar o assassinato de um parlamentar pelo outro. Ela informou que Carlos Willian e sua família sofreram muito com todo esse processo. "O deputado é uma pessoa ilibada. Não vamos contestar o conselho, que é unânime e soberano. Vamos aguardar que a decisão tenha sido a mais acertada", disse.
Já o advogado do deputado Mário de Oliveira, Itapuã Messias, considera o parecer do Ministério Público uma espécie de "lavar as mãos". Ele destacou que não foi levado em consideração o segundo depoimento da testemunha-chave, Odair da Silva, que negou a tentativa de assassinato de um parlamentar pelo outro. "Nem tudo aquilo que a Procuradoria-Geral da República diz é verdadeiro", ressaltou.
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