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Incêndios no Hospital das Clínicas foram criminosos, aponta laudo

14/03 - 17:05, atualizada às 19:24 14/03 - Redação com agências

SÃO PAULO - Um laudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), na tarde desta sexta-feira, 14, aponta que os incêndios ocorridos no Hospital das Clínicas - um no dia 24 de dezembro do ano passado e outro no dia 23 de janeiro deste ano - foram criminosos. Os documentos indicam que pelo menos uma pessoa teve participação nos incêndios.

No primeiro incêndio, segundo o IPT, foram encontrados cabos elétricos cortados. Isso "permite concluir que tais fatos consistem na causa mais provável do início do fogo", aponta o laudo. O IPT afirma, no entanto, que ainda não se sabe se os fios foram cortados para provocar o incêndio ou para roubá-los. De qualquer forma, se trata de uma ação criminosa.

No segundo incidente, em um depósito, foram encontrados vestígios do uso de álcool, o que "faz concluir que o incêndio foi deliberadamente provocado". A polícia de São Paulo também investiga o caso.

Em nota, o Hospital das Clínicas afirmou que foi "vítima de uma ação que tinha por objetivo desestabilizar a instituição".

O incêndio de janeiro

AE
Incêndio esvazia prédio do Hospital das Clínicas
O incêndio ocorrido em janeiro deste ano, segundo o Corpo de Bombeiros, foi ocasionado pelo superaquecimento de uma máquina em uma sala de arquivos e gerou muita fumaça. Alguns papéis e um equipamento foram destruídos. Ninguém ficou ferido.

O Hospital das Clínicas informou, por nota, que "a área atingida pelo fogo é restrita e serve como local para armazenar equipamento do serviço de endoscopia".

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), chegou a afirmar que o incêndio que atingiu o hospital poderia ter sido provocado. "Esse incêndio de hoje foi numa sala fechada, sem elementos de combustão, inclusive existe a hipótese, que vai ser investigada, de que foi provocado", disse.

"Era numa sala fechada, que não tinha elementos combustíveis. Ninguém acendeu um fósforo, quer dizer, não havia motivo para ter saído fumaça de lá.", afirmou Serra.

O incêndio na noite de Natal

Na noite de Natal, a subestação de energia do subsolo do prédio

AE
Cerca de 200 pacientes foram transferidos às pressas
Ambulatório do Hospital das Clínicas pegou fogo, deixando em pânico a pacientes e funcionários. Cerca de 200 pessoas hospitalizadas foram transferido às pressas para fugir da fumaça e mais 1.500 consultas foram canceladas. O HC só voltou a funcionar normalmente no dia 3 de janeiro.  

O vendedor Raimundo Nonato de Azevedo, 56,morreu horas depois que o incêndio atingiu o prédio. Porém, a assessoria de imprensa do HC negou que a morte tenha vínculo com o incêndio e afirmou que a retirada do paciente foi feita enquanto ele recebia ventilação mecânica. De acordo com o HC, Azevedo já estaria em estado grave e em coma.

*Com informações da Agência Estado

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