12/03 - 13:21 - Agência Estado
Três projetos considerados fundamentais para desafogar o trânsito de São Paulo, orçados em R$ 2,1 bilhões, por meio de três convênios assinados na semana passada entre o governo do Estado e a Prefeitura, ainda dependem de licenças ambientais e de autorizações judiciais para serem viabilizados.
O início de uma das obras - a ampliação de quatro para cinco faixas na Avenida dos Bandeirantes, na zona sul - foi paralisado no final do ano passado, após uma das empreiteiras preteridas na licitação conseguir na Justiça liminar que barrou a intervenção.
Outros dois projetos, a Nova Marginal do Tietê e a conclusão do prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego, na zona leste, precisam de licenças ambientais antes do início das licitações - em ambos os casos, o começo das obras pode ocorrer somente em meados de 2009, apesar de os convênios terem sido publicados ontem no Diário Oficial da Cidade.
Os três projetos são avaliados por técnicos dos governos municipal e estadual como essenciais para aumentar a fluidez, principalmente de caminhões. Pelo prolongamento da Jacu-Pêssego, por exemplo, os motoristas que chegam à capital pelas rodovias Fernão Dias e Dutra terão uma via direta de ligação com o ABC.
A quinta faixa da Avenida dos Bandeirantes também vai facilitar o trânsito de caminhões que cruzam a capital em direção ao Porto de Santos, via Rodovia dos Imigrantes.
"O projeto da Avenida dos Bandeirantes foi barrado na Justiça por uma empreiteira, por isso a coisa está parada", argumentou ontem o governador José Serra (PSDB). As audiências públicas para os projetos da Marginal e da Avenida Jacu-Pêssego começam na próxima semana.
O projeto de revitalização da Marginal do Tietê, orçado em R$ 1 bilhão - R$ 800 milhões do Estado e R$ 200 milhões da Prefeitura -, prevê 13 novas saídas e a construção de uma autopista com velocidade de 110 km/h.
Atrasada em três anos, a conclusão do prolongamento de 6,7 km da Jacu-Pêssego até Mauá, no ABC, a obra, de R$ 800 milhões, também necessita de licença ambiental. "É uma obra que começou com Jânio Quadros (em 1987) e estamos concluindo", defendeu Serra.
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