11/03 - 13:27, atualizada às 13:41 11/03 - Redação com Agência Estado
RIO DE JANEIRO - A Polícia Federal prendeu 14 pessoas, na manhã desta terça-feira, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, durante a Operação Telhado de Vidro, que foi desencadeada para desarticular uma quadrilha suspeita de envolvimento em esquema de fraudes em licitações para a contratação de pessoal terceirizado para a prefeitura e shows superfaturados na cidade.
O título da operação é uma referência ao nome de uma das empresas do esquema. Segundo as investigações, as fraudes totalizariam R$ 240 milhões.
Entre os presos estão secretários municipais, o procurador-geral do município, Alex Pereira Campos, e empresários. Segundo a PF, além de mandados de busca e apreensão, foram expedidos 15 mandados de prisão no total.
A pedido do Ministério Público Federal, a Justiça determinou o afastamento do prefeito de Campos dos Goytacazes, Alexandre Mocaiber (PSB). Embora não tenha tido a prisão decretada, o prefeito teve a casa revistada por policiais federais, que recolheram documentos e computadores.
Segundo o superintendente da Polícia Federal no Rio, delegado Valdinho Caetano, o prefeito sabia e se beneficiava do esquema que envolvia a contratação de pelo menos 16 mil funcionários terceirizados. Eles recebiam, de acordo com Caetano, salários menores do que os efetivamente pagos pela prefeitura e o excedente era dividido entre os membros da quadrilha.
Além de papéis, os policias federais apreenderam sete carros de luxo, R$ 100 mil em dinheiro e pediram o seqüestro de um avião Cesna, pertencente ao empresário Ricardo de Macedo Pimentel, um dos presos que é apontado pela PF como líder do esquema.
A investigação foi originada em movimentações financeiras suspeitas do grupo. Os presos foram transportados de Campos para o Rio num avião da PF e chegaram à sede da superintendência no centro da capital.
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