01/03 - 19:44 - Redação
SÃO PAULO - Em 2007, o total de vezes que o ar ficou impróprio subiu 54% na comparação com 2006. O nível de poluição na cidade de São Paulo rompeu um ciclo de declínio que vinha desde 2002. As informações são do Jornal "Folha de S. Paulo" de domingo.
O número de dias em que o ar esteve inaceitável em pelo menos uma das 24 estações de medição da Cetesb, em razão da alta quantidade de ozônio, subiu 45,6%. Foram 67 dias em que a qualidade estava ruim, contra 46 dias de 2006.
De acordo com Carlos Lacava, assessor da diretoria de engenharia da Cetesb, a cidade de São Paulo é uma das piores do mundo em relação a poluição por ozônio. "Comparável com a cidade do México", afirmou.
A retomada da economia, com o aumento de 6,31% no consumo de óleo diesel, é um dos motivos para a queda na qualidade do ar.
A mancha de poluição já avança 600 km e atinge o extremo oeste do Estado, à beira do rio Paraná. Ainda não é possível dizer quanto da poluição no interior é oirunda capital. No entanto, testes da Cetesb indicam que há cidades como Jaú, Ribeirão Preto e Paulínia em que os índices de poluentes já ultrapassaram os considerados adequados.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) a poluição já chegou até São Franscisco Xavier, distrito de São José dos Campos, com fama de ter um dos melhores ares do mundo.
A Cetesb informou que considera esgotados os mecanismos adotados até o momento para controlar a poluição, como o rodízio municipal e a tecnologia para tornar os automóveis menos poluentes. Contudo, a agência afirmou que, embora ainda não tenha nova medidas de controle, técnicos estudam alternativas, entre elas a inspeção veicular obrigatória e a melhoria da qualidade do óleo diesel.
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