iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Familiares e amigos não acreditam que bebida tenha causado acidente de garotas na Grande SP

01/03 - 12:49 - Luciana Fraccheta e Juliana Simon

SÃO PAULO – Apesar da lei, imposta a bares situados às margens das rodovias que impede a venda de bebidas alcoólicas, e das duras medidas determinadas pelo Ministério da Justiça para reduzir as mortes no trânsito, a mistura de álcool e volante coleciona histórias tristes, principalmente entre jovens.

Na última segunda-feira, o estudante Caio Meneghetti Fleury Lombardi, de 19 anos, que atropelou o frentista Carlos Pereira Silva, em um posto de combustíveis em Ribeirão Preto (SP), foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). O jovem, que aparentava estar embriagado, iniciaria o curso de Direito neste ano.

O drama não afeta somente a vida dos jovens envolvidos diretamente nas tragédias. Samuel Gomes de Moura, pai de Narel Pereira de Moura, de 17 anos - morta em um acidente de carro no último dia 10 em Mogi das Cruzes -, e tio de Tamires Gomes Navarro, de 18 anos – que sobreviveu à colisão -, disse que a família não se conforma com o acidente e que sua esposa ainda está transtornada com a morte da jovem.

“Ela era uma pessoa comunicativa, desinibida e tinha muitos planos. Estava programando prestar vestibular para entrar em uma faculdade de comunicação”, disse o pai.

O acidente deixou cinco garotas mortas e duas feridas. Elas voltavam de uma festa de aniversário em um condomínio em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. No carro, havia garrafas de cerveja vazias. Para a polícia, a aniversariante disse que as amigas haviam “bebido socialmente”. O laudo para confirmar se as jovens teriam bebido ou não deve sair nos próximos dias.

Familiares e amigos próximos não acreditam que excesso de bebida tenha sido a causa do acidente. Para Carmem Pereira, mãe de Karen, 26 anos, que deu a festa em que estavam as garotas, seria “impossível” uma delas ter ligado para o tio após o acidente se estivesse alcoolizada.

A mãe da aniversariante confirmou que as meninas levaram um engradado de cerveja, mas declara que “como havia 30 pessoas na festa, essa quantidade de bebida não é grande”. Ela diz que Karen ainda está muito abalada com o acidente.

Levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas ressalta que presença feminina nas estatísticas de mortes no trânsito no Brasil cresce há cinco anos, período em que se comprovou outra mudança no perfil das mulheres: o aumento do consumo de álcool, principalmente entre jovens.

“A quantidade de álcool ingerida por mulheres aumenta muito e em idades cada vez mais precoces”, diz o médico Sérgio Duailibi, da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Perfil do jovem no trânsito

Os números do Ministério da Saúde, divulgados no último relatório sobre segurança no trânsito, apontam que 88% dos entrevistados acreditam que o jovem dirige em alta velocidade. Desses, 30% declaram que a bebida impulsiona essa conduta, 38% dizem que sempre vêem motoristas suspeitos de dirigir alcoolizados e 39% admitem que muitas vezes vêem passageiros com bebida alcoólica no carro

 Para a maioria dos jovens entrevistados, ouvir música alta no carro, dirigir alcoolizado, uso de drogas no carro, dirigir com pressa, com sinais de cansaço são comportamentos de risco quando estão no volante. Mais de 85% dos jovens acham que os riscos são intensificados quando o jovem está em grupo de amigos. Eles apontam para passageiros que incentivam o motorista a correr ou o distraem.

Na percepção do jovem, a velocidade é conseqüência da pressa, bebida e busca pela adrenalina ou emoção. O acidente de trânsito, segundo as entrevistas, seria uma conseqüência da irresponsabilidade e da falta de atenção

Sobreviventes do acidente em Mogi das Cruzes se recuperam

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, Tamires, uma das sobreviventes no acidente, passou por uma cirurgia no ombro esquerdo nesta terça-feira, 19. A operação durou cerca de quatro horas e apesar de apresentar um quadro clínico estável, ainda não se sabe quando a garota receberá alta.

Já a outra garota que sobreviveu à colisão, Jéssica, estava internada no Hospital Luiza Pinho de Melo, em Mogi das Cruzes, mas posteriormente foi transferida. A família da jovem impediu que o hospital passasse informações sobre o estado de saúde dela.

O carro em que as meninas estavam colidiu frontalmente com um caminhão na pela Estrada da Pedreira, que liga Itaquaquecetuba a Mogi da Cruzes. O impacto foi tão grande que o veículo ficou completamente destruído e foi arrastado até cair em um barranco. O carro teve que ser cortado para que vítimas fossem retiradas.

De acordo com a Polícia Rodoviária, dentro do veículo havia bebida alcoólica. Um laudo do Instituto Médico Legal, que deve sair nos próximos dias, irá dizer se as jovens haviam consumido bebida.

Leia mais sobre: acidente nas estradas





US Multimídia


Publicidade


Enquete