29/02 - 10:22 - Redação
SÃO PAULO - O chefe de cozinha Moisés Manuel de Lima, 25 anos, suspeito de ter planejado o furto ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) no dia 20 de dezembro, afirmou, em entrevista ao Jornal "Folha de S. Paulo", que é ameaçado pela pessoa que encomendou o crime. "Tenho como provar que uma das pessoas (integrantes da quadrilha) foi morta na zona leste com 86 tiros", disse.
Segundo ele, outro homem também foi assassinado antes de sua prisão. "Minha família foi coagida, minha mulher teve que se mudar e sair de São Paulo", relatou.
Sobrinho disse à reportagem que a pessoa que encomendou as obras é um brasileiro muito conhecido e que o procurou por intermédio de um amigo que sabia do seu conhecimento em artes. "Eu não iria participar do furto efetivamente, só daria as informações de como guardar e manusear e não ia receber nada por isso", afirmou.
O chefe de cozinha disse ter medo de represálias do "patrocinador", que encomedou as obras, mas que agora não tem nada a perder. "Ele acha que a gente não vai falar, vai se resguardar por medo", disse.
Ele explicou ainda que o furto era para envolver um valor bem mais alto, com oito quadros: "Passeio ao Crespúsculo", de Van Gogh; "Meninas com as Espigas", do Renoair; "Ressureição de Cristo" e o "Lavrador de Café", de Cândido Portinari; "Retrato de Suzane Bloch", "O Atleta" e "Toalete", de Picasso e um último do Renoar, que o suspeito não soube dizer qual seria.
No momento da divulgação do seu nome na mídia, Moisés disse estar assistindo à TV em Brasília, ao lado da mãe. "Ela ficou bastante alterada e eu também, a primeria reação foi me esconder para depois achar um bom advogado. Estava arrependido", contou.
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