29/02 - 11:07 - Rodrigo Ledo e Severino Motta, do Último Segundo
BRASÍLIA - Líderes petistas e tucanos no Congresso Nacional declararam, nesta sexta-feira, que não abrirão mão de ocupar a presidência da CPI mista dos cartões corporativos. O impasse foi criado após o PT ter "melado" o entendimento feito para o PSDB ficar com o cargo, deixando o PT com a relatoria.
Segundo o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), na próxima terça-feira haverá uma reunião para tentar acabar com o impasse, com participação do ministro das Relações Institucionais, José Múcio, do líder Romero Jucá e da bancada petista da Câmara dos Deputados.
O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), disse ter conversado por telefone com Romero Jucá, na manhã desta sexta, com a sinalização do peemedebista de que o trato estava mantido.
"Não abriremos mão. Isso seria colaborar com a manobra diversionista deles (petistas)", criticou Virgílio, reafirmando a disposição de sua legenda e do DEM de criar uma CPI dos cartões só do Senado caso o PT impeça a base aliada de cumprir sua palavra: "É um gesto pouco maduro. Acordo se cumpre até quando dói. Semana que vem, se continuar a lenga-lenga, seremos obrigados a forçar a leitura (criação) da CPI do Senado".
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Maurício Rands (PE), por sua vez, deixou clara a inflexibilidade de seu partido. Ele considera o cargo de presidente da CPI estratégico demais para dedicar ao PSDB. "A presidência dita o ritmo dos trabalhos", alegou, para depois acrescentar que "estão dando uma atenção demasiada a esse assunto".
Leia mais sobre: CPI dos Cartões
Publicidade
General rebate afirmações sobre impossibilidade de sigilo em cartões
Virgílio escreve carta a Lula pedindo abertura de gastos de ex-ministros da oposição
Garibaldi diz que embate entre governo e oposição na CPMI é antecipação das eleições
Deputados querem explicações de Álvaro Dias sobre dossiê na CPMI, diz relator