28/02 - 20:08 - Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, descartou a possibilidade de privatização da Empresa Brasileira de Infra-Estrutra Aeroportuária (Infraero). Segundo Jobim, há questões estratégicas envolvidas no assunto.
"Os investimentos nesta área são todos estratégicos e isso não é compatÍvel com a administração privada. Quem é que ficaria com um aeroporto não rentável?", questionou o ministro.
Jobim afirmou ainda que a Infraero deve passar por uma reestruturação e que há inclusive a possibilidade de abertura de capital da empresa. Ele ressaltou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fará o processo de reestruturação.
"Primeiro vamos caminhar com a restruturação da empresa e depois discutir a abertura de capital. Como eu costumo dizer, cada dia com a sua agonia", brincou o Jobim.
O ministro participiou nesta tarde, junto com o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, do encerramento das discussões de novas diretrizes estratégicas para a estatal.
BNDES também nega privatização
Luciano Coutinho, presidente do BNDES, confirmou em nota que o banco está estudando a abertura de capital da Infraero a pedido do governo federal, que manteria o controle da companhia, permanecendo como acionista majoritário. A estatal controla 67 aeroportos no país e tem cerca de 11 mil funcionários próprios e 14 mil terceirizados.
A nota é uma resposta a uma reportagem divulgada nesta quinta-feira no jornal "Valor Econômico", segundo a qual, o banco analisa a privatização da estatal.
"O plano inicial era abrir o capital da empresa e vender 49% das ações ordinárias, mantendo o controle nas mãos da União. A estratégia mudou porque o governo foi convencido de que a manutenção do controle estatal desestimularia a atração de investidores privados, inviabilizando a reestruturação", diz o texto publicado no site do jornal.
O presidente do BNDES classifica de “especulações” as notícias veiculadas na imprensa e afirma que as mudanças em análise pelo banco visam profissionalizar a gestão da Infraero e abrir o capital na Bolsa de Valores de São Paulo, “com nível 2 de governança”.
(*Com informações da Agência Brasil)
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