26/02 - 14:39, atualizada às 19:22 26/02 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) disse que criará a CPI dos Cartões corporativos do Senado nesta quarta-feira, às 14h, caso governo e oposição não se entendam na composição dos cargos de direção da CPI mista. O assunto foi discutido em reunião de líderes, onde o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), pediu um prazo extra de 24 horas, num último suspiro em busca do entendimento. Apesar das tentativas, o governo admite dificuldades para o acordo.
Ontem, a oposição havia dado um ultimato ao governo. Caso não existisse um entendimento até hoje (26), seria forçada no plenário do Senado a leitura do requerimento que cria a CPI dos Cartões somente naquela Casa. Agora a pouco, em reunião, Jucá afirmou que conta com o apoio de "algumas lideranças" do Senado para o acordo (de ceder a presidência da CPI mista para a oposição).
Ele pediu um prazo extra de 24 horas para tentar convencer as demais lideranças, alegando que entre hoje a amanhã selaria as conversas. Entretanto, Jucá não se mostrou tão otimista quanto na semana passada, quando dizia ter percorrido metade do caminho para o entendimento.
"A cada dia se consolida mais o direito do PMDB de indicar a presidência [da CPMI]", lamentou. Apesar disso ele garantiu que tentará até o limite, amanhã às 14h, convencer a base aliada pelo acordo.
Outro governista que admitiu dificuldades para o entendimento foi a líder do bloco de apoio ao governo no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC). De acordo com ela, o entendimento depende do clima no Congresso, que não estaria favorável.
"Eu acho que depende do clima, que não está bom para o entendimento. O PMDB se sente no direito de indicar [o presidente da CPMI]", destacou.
Ela ainda citou que um dos problemas que levaram a este clima desfavorável foi o fato do líder do PSDB, senador Arthur Virgilio (AM), ter indicado o nome de Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), para a presidência da Comissão Mista.
Por fim, o líder do Democratas no Senado, José Agripino (RN), disse que a oposição, num gesto para não demonstrar intransigência, e de crédito para o líder do governo, concordou em ampliar o prazo, em 24 horas, para o entendimento. Caso não haja consenso num acordo, será instalada a CPI só do Senado.
"Foi feita uma concessão, pois o prazo era hoje", afirmou. "Foi aberto um crédito de confiança para o líder do governo", concluiu.
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