15/02 - 15:33 - Bárbara Skaba, do Último Segundo
RIO DE JANEIRO - Um turista chileno foi baleado na quinta-feira em Armação de Búzios, município da Região dos Lagos, no Rio, durante um assalto. Segundo policiais da 127ª Delegacia de Polícia (Búzios), ele permanece no hospital da cidade, mas não corre risco de morrer. O turista estava com a mulher, que não foi ferida. Os assaltantes conseguiram fugir.
O casal estava em um mirante na Praia do Forno, por volta de meio-dia, quando foi abordado por dois homens encapuzados. De acordo com a polícia, a vítima teria pedido para os assaltantes não levarem um Bugre que estava com o casal, pois o veículo era alugado.
Para os policiais, os criminosos acharam que o chileno ia reagir e atiraram. “Tem a questão da língua, que é muito complicada. Eles podem não ter entendido o que o chileno disse”, afirmou um policial que preferiu não ser identificado.
O agente destacou ainda que o local é ermo, sem moradores por perto, e cercado por vegetação. “Temos uma suposição de que os autores são pessoas que escondem as armas e o capuz no mato e aguardam as vítimas, pois é um local que pode ser freqüentado por turistas. Após o crime, eles provavelmente entram no mato, trocam de roupa e fogem”, explicou.
A polícia ainda não possui pistas dos criminosos. De acordo com a fonte da delegacia, o capuz dificulta a identificação. “Os criminosos gostam de assaltar turistas porque, além de ostentarem bens, eles voltam para o país de origem. Assim, se eles forem capturados, dificilmente as vítimas poderão vir à delegacia para reconhecê-los”, disse.
Diminuição do policiamento
O policial da 127ª DP criticou a falta de pessoal nas delegacias da região. “Em 1999, tínhamos no máximo três ROs (Registros de Ocorrência) por dia. Atualmente, temos 14 ou 15. Mas o número de policiais não só não cresceu como diminuiu. Com a violência no Rio, os policiais do interior são deslocados para lá”, afirmou.
Para o agente, a percepção dessa diminuição no policiamento atraiu criminosos, junto com o fato de Búzios ser uma cidade com muitos turistas estrangeiros. “A ‘bandidagem’ procurou o local mais desprotegido. E, pelo turismo internacional, a cobiça cresce ainda mais”.
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