15/02 - 17:39 - Redação
SÃO PAULO – A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgou, nesta sexta-feira, o balanço de multas de trânsito na capital paulista entre janeiro de dezembro de 2007. O levantamento aponta aumento de 4,5% no total de infrações em comparação com o ano anterior. Uma das conclusões mais alarmantes é que infrações ligadas ao comportamento de risco lideram o balanço de multas.
Infrações como excesso de velocidade, uso de celular ao volante, ultrapassagem de semáforo vermelho e dirigir sem cinto de segurança tiveram, em média, aumento de 13,5% em comparação com 2006.
O desrespeito ao rodízio lidera o ranking de infrações, com 1.379 milhão de multas, 33% do total registrado em 2007. Mesmo assim, o desrespeito à Operação Horário de Pico caiu 12% em comparação a 2006. A multa é de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira de habilitação.
Segundo a CET, a tendência pode ser fruto de uma maior fiscalização que, a partir de julho de 2005, utiliza equipamentos com a tecnologia de Leitor Automático de Placas (LAP). Em comparação com o 2006, o índice médio de obediência ao rodízio subiu de 85% para 89%, no pico da manhã, e de 78% para 82% no pico da tarde, em 2007.
O excesso de velocidade, com 1.091 milhão de autuações, corresponde a 26% das multas totais. Houve aumento de 8% em relação a 2006.
A CET aposta na fiscalização eletrônica para aumentar a segurança nas ruas e avenidas da capital. Atualmente, São Paulo tem 166 radares para punir quem trafega em velocidade superior à permitida na via. A infração por excesso de velocidade varia de média a gravíssima, conforme o excedente do limite permitido. A multa pode chegar a R$ 574,62.
Outras infrações
Outras infrações que lideram o ranking são o estacionamento em local proibido (21% no total de multas), dirigir falando ao telefone celular (13% no total), ultrapassagem de semáforo vermelho, que aumentou em 21% em relação a 2006 e dirigir sem cinto de segurança, que aumentou em 9%.
Nos acidentes de trânsito, os passageiros sem cinto no banco traseiro correm mais riscos de sofrer fraturas graves na face, conforme alerta a pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas de São Paulo.
De acordo com o estudo realizado pela CET em 2007, das vítimas de acidentes de trânsito que chegaram à emergência do Hospital das Clínicas de São Paulo, as que tiveram mais ossos do rosto quebrados foram os passageiros no banco traseiro. Os motoristas acidentados chegaram, em média, com 5,54 fraturas na face. Os passageiros sem cinto no momento do acidente chegaram com 7,23 pontos de fratura.
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