13/02 - 15:10 - Redação
RIO DE JANEIRO - Moradores das comunidades da Rocinha, Alemão e Manguinhos, no Rio, podem se cadastrar a partir de quinta-feira para trabalhar nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nessas regiões. Serão criados cerca de 4.600 empregos – 1.300 na Rocinha, 1.500 em Manguinhos e 1.800 no Complexo do Alemão.
Segundo a Secretaria Estadual de Obras, as inscrições poderão ser feitas nas unidades móveis da Secretaria de Trabalho e Renda, entre 9h e 17h30.
Na quinta e na sexta, haverá unidades na Rua Joaquim de Queiroz, em frente à Comlurb, no Alemão, e na Rua Bertha Lutz, número 80, em frente à quadra da escola de samba Acadêmicos da Rocinha, em São Conrado.
Em Manguinhos, a unidade chegará na segunda-feira e estará em frente à estação ferroviária, nos fundos no prédio da Fiocruz. Para o cadastro, os candidatos devem levar carteira de identidade, carteira de trabalho, CPF e comprovante de residência.
Segundo o secretário de Trabalho e Renda, Alcebíades Sabino, as oportunidades são para diversas funções na área de construção civil, como serventes, ajudantes, carpinteiros, marceneiros, pedreiros, armadores, técnicos e engenheiros. “Embora algumas das ocupações não precisem de comprovação de experiência, outras profissões podem exigir prática e qualificação na área. Se não houver pessoal capacitado nas comunidades, poderemos oferecer cursos rápidos, como o de formação de pedreiros e carpinteiros com duração de um a dois meses”, disse.
De acordo com o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, cerca de 20% das vagas serão destinadas ao sexo feminino. “Constatamos que, nessas comunidades, muitas mulheres não têm emprego e passam a maior parte do tempo em casa. Por isso, decidimos absorver a mão-de-obra feminina, que, além de conhecer os locais, é dedicada e competente”, afirmou.
Pezão também acredita que a oportunidade ajudará os moradores das áreas carentes que estão fora do mercado de trabalho. “As obras também permitem que os moradores retornem ao mercado de trabalho e possam, após os três anos de intervenções, ser absorvidos pelo mercado formal. Essas obras funcionarão como um abalizador da qualidade do trabalho dos profissionais e o melhor é que os cadastrados entrarão no sistema da Secretaria de Trabalho”, explicou.
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