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Número de policiais inibiu protesto em SP, diz presidente dos motociclistas

11/02 - 07:53, atualizada às 13:23 11/02 - Redação

SÃO PAULO - A Associação dos Mensageiros e Motociclistas e Mototáxi e Afins do Estado de São Paulo (AMMSP), ligada à Força Sindical, realizou, nesta segunda-feira, uma manifestação na região central de São Paulo. Cerca de 50 motoboys participaram do ato, número muito abaixo da expectativa dos organizadores. "Tinha mais de 80 policiais quando fomos reunir o pessoal no Pátio do Colégio. Isso inibiu a presença de mais motociclistas", afirmou Ernane Pastori, presidente da AMMSP.

O presidente criticou a prensença dos policiais militares na área. "Queria que o total de policiais que estavam ali para escoltar a passeata estivesse também nas ruas para proteger os motoqueiros", reivindicou.

Pastore atribui ainda à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) o baixo número de profissionais da categoria no protesto. "Eles restringiram a entrada de motos pela Rua Boa Vista", disse. A CET informou que montou apenas um bloqueio para ônibus, para evitar o aumento do tráfego na região.

No entanto, segundo Pastore, o número de adesões não foi o mais importante. "Se tivéssemos 10 motoboys estaríamos do mesmo jeito", afirmou.

O grupo com cerca de 30 motoboys, segundo estimativa CET, chegou à Avenida Paulista por volta das 11h45. Eles se concentraram em frente à sede do Banco Central, na esquina com a Rua Ministro Rocha de Azevedo. De acordo com a Polícia Militar, o trânsito na região não foi prejudicado porque os motoqueiros ocupam apenas a calçada. O ato durou até as 12h45.

Os motoboys protestaram contra a resolução nº 219 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta as condições de segurança para o trabalho de mototáxi e motofrete. A categoria criticou ainda o reajuste de 38% do seguro obrigatório de motos, que passou para R$ 254,16. O valor representa 200% a mais que o seguro dos automóveis. "É um aumento abusivo", disse Pastore.

O protesto, que estava previsto para ter início às 9h no Pátio do Colégio, começou apenas por volta das 10h30, em razão do pequeno número de motoboys presentes. O grupo, incialmente com cerca de 100 pessoas, de acordo com a associação, foi perdendo adesão ao longo do caminho. Eles passaram pela Rua Boa Vista, Líbero Badaró, Theatro Municipal e Viaduto do Chá.  Ao chegar à Avenida Brigadeiro Luís Antônio, apenas cerca de 30 motoboys seguiam o carro de som, onde Pastore gritava "palavras de ordem" e  incentivava a participação de mais motociclistas. 

Três motos da SPTrans e quatro motos da Polícia Miitar acompanharam o protesto, além de técnicos da CET.

No dia 11 de janeiro, a associação realizou um protesto semelhante, que também teve início no Pátio do Colégio e percorreu as ruas do centro da capital. O grupo bloqueou a Marginal Pinheiros e causou diversos transtornos no trânsito.  

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