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Explosivo é detonado próximo a policiais na quadra da Mangueira

08/02 - 14:00 - Redação com Agência Brasil

SÃO PAULO - Uma bomba caseira explodiu, nesta manhã, próxima a policiais e jornalistas, sem deixar feridos, durante uma perícia realizada pela Polícia Civil na favela da Mangueira, zona norte do Rio de Janeiro. Os agentes estavam no local para verificar se uma passagem secreta, encontrada no começo do ano, serviria de rota de fuga para traficantes de drogas.

A travessia entre a quadra da Mangueira e a favela que era procurada pelos policiais foi encontrada fechada com cimento.

Segundo o delegado titular da 17.ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão), Márcio Caldas, os diretores da escola vão ser chamados novamente para prestar esclarecimento, pois "foram orientados a não alterar nada" na passagem encontrada pela polícia na primeira semana de janeiro.

Caldas afirma que pelo menos quatro pessoas do setor financeiro e da direção da Mangueira, incluindo o ex-presidente da escola Percival Pires, serão indiciadas por fraude processual.

“É crime alterar um local que estava sendo alvo de perícia, estava interditado. Portanto, a princípio, provas foram descaracterizadas. Todas as passagens da casa foram fechadas.”

Para Caldas, as péssimas condições da casa, a ausência de mobílias e o selamento das portas e janelas contradiz a versão dada à polícia pelo ex-diretor de bateria da escola, Ivo Meireles, que afirmou em depoimento prestado no começo de janeiro que o local serviria como residência de um zelador.

Hoje (8), segundo a polícia, a direção da Mangueira alegou que a passagem serviria como local de entrada de instrumentos e que foi fechada para evitar especulações de envolvimento da escola com traficantes de drogas da região. O laudo da operação, que vai verificar se a passagem seria larga o suficiente para o tamanho dos instrumentos musicais, deve sair em no máximo 30 dias.

A Polícia Civil pretende voltar à quadra da Mangueira, com mandados de busca e apreensão, para recolher livros de contabilidade do setor financeiro, e investigar como é feita a arrecadação de recursos para a manutenção e o funcionamento da escola.

Desde o início de janeiro, a Polícia Civil investiga se a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira teria envolvimento com o tráfico de drogas na favela.

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil deram apoio à operação.

(*Com informações da Agência Estado)

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