08/02 - 23:58 - Redação
SÃO PAULO - Reportagem exclusiva do Congresso em Foco revela que, em nome da segurança de Lurian, cartão corporativo foi usado em camelódromo de SC. Vendedores dizem que compras foram feitas com a filha de Lula.
Cartões têm objetivo de dar transparência aos gastos do governo
Autorizados desde 1995, os cartões corporativos entraram em funcionamento no primeiro ano da administração Lula. O objetivo era dar mais transparência e eficiência aos gastos emergenciais e essenciais. Desde a utilização do cartão, no entanto, tem se verificado desvio de funções nesse uso.
Denúncias de irregularidades no uso dos cartões derrubaram a então ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, que pediu demissão no dia 1º de fevereiro. As despesas da ministra somaram R$ 171 mil em 2007. Além do pagamento de uma conta em um free shop no valor de R$ 461,16 no cartão de Matilde, foram registrados gastos superiores a R$ 110 mil com aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes.
Após a divulgação de outras denúncias envolvendo o alto escalão do governo, o Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação sobre gastos de pelo menos outros dois ministros: Altemir Gregolin (Pesca) e Orlando Silva (Esportes), além de outros funcionários federais.
As denúncias também motivaram o governo a pedir uma análise à Corregedoria Geral da União (CGU) e ao Tribunal de Contas (TCU). Insatisfeitos, líderes oposicionistas anunciaram a intenção de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara e Senado para investigar os gastos do governo. Parlamentares da base aliada reagiram e anunciaram que querem que a CPI seja feita apenas no Senado.
Nesta sexta-feira, líderes governistas e oposicionistas travaram uma verdadeira batalha no Congresso em busca de assinaturas para criação da CPI dos Cartões.
Enquanto o senador Romero Jucá (PMDB-RR) busca aliados para montar uma comissão exclusiva no Senado, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado tucano Carlos Sampaio (SP) correm atrás das assinaturas para a CPI Mista. O presidente do Senado Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), mandou um recado: vence quem apresentar primeiro o requerimento pedindo investigação sobre o caso.
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