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Auxiliar de enfermagem morre com suspeita de reação à vacina da febre amarela em SP

31/01 - 10:27, atualizada às 15:31 31/01 - Redação com Agência Estado

SÃO PAULO - A auxiliar de enfermagem Marizete Borges de Abreu, de 43 anos, que estava internada no Hospital Geral de São Matheus, zona leste de São Paulo, desde a noite de sábado, morreu às 8h20 desta quinta-feira. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde. Marizete pode ter contraído febre amarela vacinal, como uma reação negativa à carga de vírus contida na medicação.

Segundo o hospital, a auxiliar de enfermagem tomou a vacina contra a febre amarela no último dia 17. Ela não ia viajar para nenhuma área de risco e não precisava ser vacinada.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a amostra do sangue da paciente foi coletada e encaminhada ao Instituto Adolf Lutz para esclarecer as causas da sua morte. Não há previsão de data para os resultados ficarem prontos.

Marizete era funcionário do hospital e trabalhava como encarregada de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela estava internada em estado grave desde o último sábado e respirava com a ajuda de aparelhos.

Efeitos colaterais são parecidos com os da gripe

De acordo com o médico infectologista Paulo Olzon, cerca de 5% das pessoas vacinadas apresentam efeitos colaterais. Os mais comuns são febre alta e dores pelo corpo. “Os efeitos se assemelham aos sintomas da gripe, duram cerca de quatro dias e passam com repouso”, explica o médico.

Complicações mais graves, no entanto, afetam uma em cada 200 mil pessoas vacinadas. “A encefalite, que é uma inflamação no cérebro, é um dos efeitos colaterais mais sérios, assim como o comprometimento progressivo de fígado e rins”.

Secretarias investigam casos de reações à vacina

As secretarias de Estado da Saúde investigam os casos de pessoas suspeitas de terem ficado doentes após tomarem a vacina contra a febre amarela. Ao todo, 39 pessoas apresentaram manifestações leves, como erupções na pele e febre, de acordo com as secretarias.

Já os casos de suspeita de reação grave à imunização são três, segundo informações disponibilizadas até agora por secretarias. Em dois deles, registrados em Goiás e São Paulo, há suspeita de que os pacientes tenham recebido a vacina indevidamente.

A secretaria de Goiás investiga uma morte de um vigilante da Universidade Federal do Estado que mesmo já com danos no fígado causados pela hepatite B recebeu a vacina. O caso, que chegou a ser registrado como de febre amarela silvestre, é acompanhado pelo Ministério da Saúde. Especialistas do Instituto Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz farão uma análise do vírus da febre amarela encontrado no corpo do paciente, para saber se é proveniente da vacina, que é feita com o vírus atenuado.

Em Brasília, uma mulher está internada em coma, com suspeita de reação vacinal e em Mato Grosso do Sul a morte de um homem também e investigada. 

O ministério confirma 43 casos de reações adversas, 20 em Goiás, 20 no DF e dois no Amazonas, cuja secretaria não quis informar o estado de saúde dos pacientes. Um outro caso não teve a localização informada. Um total de 20 casos de febre amarela, com dez mortes, já foram notificados. 

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