30/01 - 17:13 - Eduardo Bresciani - Último Segundo/ Santafé Idéias
BRASÍLIA - O ministro da Secretaria Especial da Pesca, Altemir Gregolin, se defendeu das acusações de uso irregular do cartão corporativo, mas afirmou que irá ressarcir a União caso fiquem comprovados gastos ilegais.
Na segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pediu que a Controladoria Geral da União (CGU) investigue os gastos de Gregolin e da ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro com cartões corporativos. Segundo a assessoria da Casa Civil, o pedido partiu dos próprios ministros em conversa com a ministra da Casa Civil.
Nesta quarta, o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, por unanimidade, o pedido de realização de auditoria no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) para apurar se houve aumento das despesas com cartões corporativos, em especial saques em espécie por funcionários públicos que têm direito a usar estes cartões.
Almoço para comitiva pesqueira chinesa
Gregolin usou seu cartão corporativo para pagar um almoço em Brasília de R$ 512,60 para uma comitiva pesqueira chinesa. A Controladoria Geral da União (CGU), no entanto, determina que os gastos na capital não podem ser de altos valores.
O ministro diz que consultou sua assessoria jurídica para fazer o gasto. "Minha assessoria jurídica disse que não tinha nenhuma restrição. Agora, se houver alguma irregularidade tudo será ressarcido".
O ministro divulgou também toda a sua agenda de trabalho em 2007 para garantir que todos os gastos com cartão foram em compromissos oficiais.
"Todos os gastos com cartão corporativo foram para minhas agendas", afirmou. No entanto, o cruzamento da agenda com os gastos trouxe mais inconsistências.
Em 31 de maio, Gregolin pagou R$ 395,00 a uma locadora de veículos em Chapecó (SC), sua base eleitoral. A agenda dele, no entanto, prevê que de 28 a 30 de maio os compromissos do ministro eram em Salvador e somente no dia 3 de junho ele deixaria Brasília, dessa vez para ir a Campo Grande.
O ministro diz que o gasto é referente à viagem para a cidade de Ajuricabal (RS). Ele teria descido no aeroporto de Chapecó e alugado o carro.
No dia 15 de outubro há outro débito para a mesma locadora catarinense, no valor de R$ 480,00. A agenda de Gregolin, no entanto, diz que de 10 a 12 de outubro a agenda era em Vitória (ES) e ele só voltou a deixar Brasília no dia 18 para se dirigir a Natal (RN). O ministro garante que o débito é referente à agenda de 4 a 9 de outubro em Santa Catarina.
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