23/01 - 12:14, atualizada às 15:20 23/01 - Redação com Agência Estado
SÃO PAULO - O Sindicato dos Funcionários do Hospital das Clínicas afirmou, no início desta tarde, que "suspendeu temporariamente" o pedido de interdição do prédio dos ambulatórios do Hospital das Clínicas. A decisão foi tomada depois de uma reunião em que o superintendente do HC, José Manoel Teixeira, disse que as investigações e perícias do recentes acidentes já são conduzidas.
Ainda de acordo com o presidente, o pedido da interdição seria para que fosse feita uma vistoria completa e a troca de toda a fiação do prédio, usando material de melhor qualidade, "antes que alguma tragédia maior aconteça", disse.
“Eu estou preocupado que isso aqui vire "um Joelma ou um Andraus". O hospital é para salvar vidas não para matar pessoas", afirma, fazendo referência a incêndios na capital paulista.
Para ele, os pacientes poderiam ser transferidos para outras unidades para que a reforma fosse feita. O pedido de interdição seria encaminhado também ao Corpo de Bombeiros, à administração do Hospital e ao Ministério Público, segundo informações de Itamar.
Terceiro incêndio
De acordo com informações do Centro de Operações dos Bombeiros (Cobom), oito equipes foram para o HC por volta das 6h30 desta quarta-feira, mas a situação já havia sido controlada pela própria brigada do hospital.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o superaquecimento de uma máquina em uma sala de arquivos gerou muita fumaça. Alguns papéis e um equipamento foram destruídos. Ninguém ficou ferido e ainda não há informações sobre o que teria causado o princípio de incêndio.
O Hospital das Clínicas informa, por nota, que "a área atingida pelo fogo é restrita e serve como local para armazenar equipamento do serviço de endoscopia". Não há no local nenhum tipo de instalação elétrica, além de iluminação, segundo o hospital.
O princípio de incêndio de hoje é o terceiro no HC em menos de um mês. Na noite do dia 24 de dezembro, subestação de energia do subsolo do edifício pegou fogo, levando pânico a pacientes e funcionários. Ontem, uma pane elétrica deixou o Pró-Sangue, no mesmo edifício, sem luz.
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