23/01 - 19:44 - Agência Estado
Dos 18 casos de febre amarela confirmados no País, 14 foram registrados em Goiás. Embora 18 Estados sejam considerados de risco para a doença, Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Tocantins e oeste de Minas Gerais assinalam, historicamente, maior índice de transmissão.
Para técnicos do Ministério da Saúde, isso ocorre pela combinação de uma série de fatores. Hoje, o ministério confirmou o nono caso de morte pela enfermidade no Brasil, em Goiás.O desmatamento e o aumento das áreas agrícolas nestas regiões obrigam a população de macacos a viver em áreas menores. Essa maior concentração pode facilitar a circulação do vírus transmissor da febre. Além disso, nestes Estados, há maior fluxo de pessoas para áreas de floresta, seja a trabalho, seja a turismo. Por fim, cidades também estão mais próximas de áreas de mata, o que facilita o contato com animais.
Embora concentre uma área mais extensa de floresta, a Região Norte apresenta circulação de pessoas menor e, portanto, menor o risco de contato com vírus que circula entre a população de primatas. A forma silvestre da doença atinge o homem de forma acidental. O agente infeccioso que provoca a doença afeta populações de símios, que se contaminam por meio da picada de mosquitos transmissores infectados. Quando o homem não-vacinado vai para áreas de mata, pode ser picado pelo mosquito transmissor.
A forma urbana da doença é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo que propaga a dengue. No País, não há registros da forma urbana de febre amarela desde 1942. Pelo boletim do Ministério da Saúde, de dezembro até agora, 9,127 milhões de pessoas foram vacinadas contra febre amarela. Ontem, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou acreditar que o número de casos da doença tende agora a se reduzir. "Teremos um carnaval tranqüilo", avaliou. Para Temporão, a população está agora mais tranqüila em relação à doença. "Não há risco de surto. Tivemos um maior número de casos de febre amarela, mas concentrado em algumas regiões."
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