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Delúbio volta a dizer que PT fez empréstimo para pagar festa da posse

23/01 - 18:44 - Redação com agências

SÃO PAULO - O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares reafirmou nesta quarta-feira, em depoimento no Fórum Criminal da Justiça Federal em São Paulo, a versão de que o partido contraiu um empréstimo junto ao banco BMG, no valor de R$ 2,4 milhões, com o objetivo de quitar déficit causado por despesas relacionadas à festa da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no período da transição do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para a gestão petista, em 2003. O depoimento de Delúbio é parte do inquérito que trata do escândalo do mensalão.

 

O ex-tesoureiro do PT depõe a portas fechadas, mas as primeiras informações foram repassadas por advogados que acompanham os procedimentos.

Delúbio já havia apresentado, anteriormente, a decisão referente à festa da posse de Lula em depoimento à Justiça Federal no início do mês. O depoimento do ex-tesoureiro do PT começou pouco antes das 17 horas, quase uma hora após a conclusão da exposição realizada pelo ex-diretor da corretora Bonus-Banval, Breno Fischberg.

Advogado nega que doleiro pagou campanha política
O advogado Antonio Sérgio Pitombo, que defende o sócio da corretora Bônus-Naval Breno Fischberg, negou em depoimento nesta quarta-feira que tenha havido desvio de dinheiro para o exterior por parte de seu cliente. Também negou que seu cliente tenha intermediado qualquer tipo de pagamento de campanha política. Fischberg depôs no Fórum Criminal Federal da 2ª Vara, em São Paulo, no caso do mensalão, antes do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

Breno Fischberg, identificado como doleiro pela Procuradoria Geral da República (PGR), é um dos 40 réus do caso, acusados de participar de esquema de compra de votos em troca de apoio político. As acusações contra ele são de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

“As pessoas querem julgar sem conhecer o mercado financeiro”, disse Pitombo, à saída do depoimento, que durou cerca de uma hora e 15 minutos.

O depoimento foi colhido pela juíza federal Silvia Maria Rocha e pelos procuradores federais José Alfredo de Paula Silva e Rodrigo de Grandis.

O mensalão
A existência de um esquema que ficou conhecido como mensalão foi denunciada pelo ex-deputado Roberto Jefferson em 2005. A denúncia contra os 40 acusados foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela PGR em 2006, acatada pelo tribunal em agosto do ano seguinte e convertida em ação penal em 12 de novembro.

Entre os réus estão os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil) e Luiz Gushiken (Comunicação Institucional), o empresário Marcos Valério de Souza e o publicitário Duda Mendonça, além de deputados e ex-deputados. 

(Com informações das agências Brasil e Estado)

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