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Lobão elogia Dilma, mas nega tutela

21/01 - 19:09 - Eduardo Bresciani - Último Segundo/ Santafé Idéias

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, defendeu em seu discurso de posse, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ele afirmou ter admiração e amizade pela colega de governo, mas disse que não está sob sua tutela. "Ninguém tutela ministro, a não ser o presidente da República", disse.

Lobão afirmou que Dilma jamais indicou ou vetou qualquer nome para sua equipe na pasta de Minas e Energia. Disse, também, que apesar de tentarem intrigá-los, eles são ligados por laços de amizade e que irá consultar a chefe da Casa Civil sempre que achar necessário.

Ele declarou que também consultará os ex-ministros da pasta, Nelson Hubner e Silas Rondeau, que deixou o cargo após denúncias de corrupção. Lobão definiu Silas como "um técnico de grande conhecimento e capacidade" e "cidadão honrado e respeitado".

O trecho em que fala de Dilma foi um dos poucos momentos de improviso no discurso de 20 minutos que fez na cerimônia de transmissão de posse no Ministério de Minas e Enegia.

Criticado por oposicionistas por ser político, Lobão usou a maior parte de seu discurso para expor dados técnicos do setor de Minas e Energia. Ele defendeu a construção das usinas do Rio Madeira, além da ampliação de pequenas centrais hidrelétricas. Além disso, citou a ampliação do parque de geração nuclear - começando pela instalação de Angra 3 - e defendeu o etanol, biocombustível e o setor de mineração.

"O setor energético é a locomotiva do País. Se a locomotiva pára, os vagões estancam', disse.

Por fim, voltou a enaltacer suas características políticas para comandar o Ministério. Citou o ex-governador mineiro, Milton Campos ao afirmar que "o técnico tem o saber, o político tem a sabedoria. Um e outro fazem a combinação perfeita".

Nelson Hubner fez um balanço dos cinco primeiros anos de governo, dos quais foi secretário executivo e ministro interino. Hubner destacou o período como de transição no modelo do sistema elétrico e negou qualquer possibilidade de racionamento ou "apagão".




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