21/01 - 18:25 - Redação com Agência Estado
SÃO PAULO - Desde o início de janeiro, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 7 milhões de doses de vacina contra febre amarela. Assustada, a população de diversas cidades fora das áreas consideradas de risco tem buscado os postos de saúde para se vacinar ou se revacinar. No entanto, especialistas alertam que, além de desnecessária em grande parte do País, a vacina apresenta mais de 400 efeitos colaterais, que podem ser reforçados com a superdosagem.
O Ministério da Saúde já foi notificado de 31 casos de pessoas que apresentaram efeitos adversos à vacina. No Distrito Federal, uma mulher de 36 anos foi internada com dificuldade de andar e desmaios. Sua saúde piorou e ela chegou a apresentar paralisia dos membros inferiores e processo infecciosos. A equipe médica do Hospital Regional da Asa Norte diagnosticou o caso como reação à vacina.
De acordo com o médico infectologista Paulo Olzon, cerca de 5% das pessoas vacinadas apresentam efeitos colaterais. Os mais comuns são febre alta e dores pelo corpo. “Os efeitos se assemelham aos sintomas da gripe, duram cerca de quatro dias e passam com repouso”, explica o médico.
Complicações mais graves, no entanto, afetam uma em cada 200 mil pessoas vacinadas. “A encefalite, que é uma inflamação no cérebro, é um dos efeitos colaterais mais sérios, assim como o comprometimento progressivo de fígado e rins”.
A situação é um pouco mais complicada no caso de pessoas idosas. Em pacientes acima de 60 anos, os efeitos colaterais mais graves aparecem em um em cada 50 mil casos. Já quem é alérgico à proteína do ovo podem ter uma reação de hipersensibilidade, o que ocorre em cada 131 doses aplicadas.
Segundo Olzon, a superdosagem causada por uma revacinação em menos de dez anos – prazo de validade seguro da imunização – aumenta a possibilidade de efeito colateral. “As pessoas se desesperaram e correram para os postos mesmo sem necessidade. Agora já começam a aparecer os registros de efeitos colaterais. Acredito que, por conta desta histeria, vamos ter muito mais problemas por causa da vacinação do que por causa da doença”.
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