18/01 - 14:02, atualizada às 20:43 18/01 - Leandro Meireles Pinto, repórter Último Segundo
SÃO PAULO - Os cerca de 800 motociclistas que protestaram na cidade de São Paulo, na manhã desta sexta-feira, encerraram a manifestação após serem recebidos na Câmara de Municial de São Paulo. Os motoqueiros receberam a promessa de uma reunião com o secretário dos Transportes, Alexandre de Morais, na próxima segunda-feira, além de uma audiência pública na Câmara para discutir as reivindicações da categoria.
Os motoqueiros iniciaram uma série de protestos nas últimas semanas contra o aumento do valor do seguro-obrigatório das motos, a proposta de proibição de levar um segundo passageiro na garupa, a restrição do tráfego nas vias expressas das marginais e a regulamentação do motofrete.
"Restringir o acesso à via expressa das marginais é tirar o nosso direito de ir e vir. Além do mais, andar na via local é mais perigoso porque é uma via de acesso e de saída dos motoristas", afirmou Gilberto Santos, conhecido como Gil, o presidente do Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Moto-taxistas do Estado de São Paulo (Sindimoto SP)
| Leandro Meireles Pinto |
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| Cerca de 800 motoboys se reuniram em frente à Prefeitura |
Uma comissão formada por cinco representantes do Sindicato dos Motociclistas de São Paulo foi recebida pelo vice-presidente da Câmara, Adilson Amadeu (PTB). Eles marcaram uma audiência pública para a quarta-feira de Cinzas para que todas as reivindicações dos motociclistas sejam discutidas. Um representante da Prefeitura, o secretário de Transportes, Alexandre de Morais, e o presidente da CET serão convidados para a reunião.
De acordo com Gilberto Santos, presidente do sindicato que coordenou o protesto, as reuniões já foram uma vitória. "Foi uma vitória parcial, mas precisamos ver qual será o resultado das reuniões que serão feitas nas próximas semanas", afirmou. Segundo o sindicalista, a conversa inicial foi positiva. "Abrimos uma linha de comunicação com o governo que antes não existia", afirmou.
Para o vice-presidente da Câmara, vereador Adilson Amadeu (PTB), início do diálogo era necessário para evitar novos protestos e transtornos à população. "Vamos colocar esse assunto em pauta na Câmara logo após o recesso do carnaval", afirmou.
Restrições mantidas
Antes de chegar à Câmara, os motoqueiros se reuniram em frente à sede da Prefeitura da cidade para entregar uma lista com as reivindicações a um representante do governo.
Em nota oficial, a Prefeitura afirmou que "não age sob pressão" e que irá manter as propostas Gilberto Kassab de restringir a circulação de motociclistas nas vias expressas das marginais. "A prefeitura realiza experiências para beneficar os motociclistas e estas experiências serão mantidas. No entanto, está aberta ao diálogo com a categoria", diz
Os motoqueiros afirmaram que, se a lei de restrição dos motoqueiros nas marginais e a proposta do prefeito de proibir garupas realmente forem mantidas, o grupo fará um novo protesto no dia 8 de fevereiro. Eles prometem "parar a cidade".

Cerca de 800 motoqueiros protestaram nesta sexta / Foto: Leandro M. P.
O protesto
Os cerca de 800 motoqueiros, segundo a Polícia Militar, se reuniram por volta das 7h e a manifestação acabou às 13h15, em frente a Câmara dos Deputados. O trânsito ficou complicado nesta manhã em diversos pontos da cidade. Os motoqueiros interditaram ruas e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) chegou a registrar 81 km de congestionamento às 9h30.
| Leandro Meireles Pinto |
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| Diversas vias tiveram trânsito complicado |
Os piores pontos de lentidão foram na Radial Leste e no Corredor Norte/ Sul. Na quinta-feira, o índice no mesmo horário foi de 41 km, em razão do período de férias escolares.
Os motoqueiros começaram a se concentrar por volta das 7h em quatro locais diferentes: Av. Faria Lima, 2.700 (em frente ao Ed. Dakon); Rua Melo Freire, altura do nº 3.408, em frente ao metrô Carrão; Rua Tamoios, 6.358, próximo à Av. Washington Luiz; e Praça 14 Bis, Zona Norte, próximo à Unisantana. Com a utilização de quatro carros de som, seguiram para a sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da cidade. Eles se reuniram na Praça Patriarca.
Segundo o secretário-geral do sindicato, Alexandre da Silva Pinto, que participou da manifestação, cerca de 1000 motociclistas estavam no local. No entanto, a Polícia Militar estimou em 800 o número de manifestantes.

Protesto ironiza as decisões do prefeito Gilberto Kassab / Foto: Leandro M. P.
O prefeito, Gilberto Kassab, que cumpre agenda nesta sexta-feira, não recebeu os motoboys. Segundo a prefeitura, às 10h, Kassab entregou a AMA Santa Cruz e às 11h assinou convênio com a Fundação Dorina Nowill. Os dois eventos foram na Vila Clementina, zona sul da cidade.
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