18/01 - 07:42, atualizada às 13:48 18/01 - Redação com Agência Estado
SÃO PAULO - O Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Moto-taxistas do Estado de São Paulo (Sindimotosp) protestou em diversos pontos da capital nesta sexta-feira. A manifestação dos motoqueiros acabou, por volta das 13h15, em frente à Câmara dos Vereadores de São Paulo.
| Leandro Meirelles |
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| Cerca de 800 motoqueiros estiveram na Câmara de SP |
Uma comissão formada por representantes dos motoqueiros foi recebida pelo vice-presidente da Câmara, Adilson Amadeu. Eles marcaram uma audiência pública para a quarta-feira de Cinzas para que todas as reivindicações sejam discutidas. Um representante da Prefeitura, o secretário de Transportes, Alexandre de Morais, e o presidente da CET serão convidados para a reunião.
Na próxima segunda-feira também deve ocorrer uma reunião do secretário dos Transportes com os representantes da categoria.
Os motociclistas chegaram por volta das 11h50 à Câmara Municipal de São Paulo. Eles entregaram um documento com as reivindicações da categoria para os vereadores. A manifestação acabou de forma pacífica.
O motoboy Daniel José, que participou da manifestação realizada no dia 11, e estava em frente ao prédio da Prefeitura, contou ao repórter Leandro Meireles, do Último Segundo, que ele deveria estar trabalhando. No entanto, acredita que é preciso prostestar. Ele afirmou que, se os motoqueiros forem obrigados a trafegar pela pista local das marginais, o número de acidentes deve aumentar. "O número de caminhões é maior na pista local e tem mais carro trocando de faixa para pegar as saídas. Isso vai aumentar o número de acidentes", disse.
| Leandro Meirelles |
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| Centenas de motoboys fecharam a Rua Maria Paula |
Cinco representantes da categoria entraram na prefeitura e entregaram um documento com pedidos da classe para os representantes do município. Eles não foram recebidos pelo prefeito, que cumpre agenda nesta sexta-feira. Segundo a prefeitura, às 10h ele entregou a AMA Santa Cruz e às 11h assinou convênio com a Fundação Dorina Nowill. Os dois eventos foram na Vila Clementina, zona sul da cidade.
As causas dos protestos são o aumento do valor do seguro-obrigatório das motos, a proposta de proibição das garupas nas motos, a restrição do tráfego nas marginais e a regulamentação do motofrete. Na lista de reivindicações eles se mostram contra a regulamentação do uso de coletes reflexivos e a colocação de mata-cachorro (grade atrás do pneu da frente na moto).
O grupo afirmou que, se a lei de restrição dos motoqueiros nas marginais e a proposta do prefeito de proibir garupas realmente entrarem em vigor, os motociclistas farão um novo protesto no dia 8 de fevereiro. Eles prometem "parar a cidade".
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), técnicos da
| Leandro Meirelles |
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| Motoqueiros protestaram em frente à Prefeitura |
Os motoqueiros se concentraram nesta manhã em quatro locais diferentes: Av. Faria Lima, 2.700 (em frente ao Ed. Dakon); Rua Melo Freire, altura do nº 3.408, em frente ao metrô Carrão; Rua Tamoios, 6.358, próximo à Av. Washington Luiz; e Praça 14 Bis, Zona Norte, próximo à Unisantana.
Pichação
Na última quarta-feira, um dos portões do Esporte Clube Pinheiros, localizado na Rua Angelina Maffei Vita, no Jardim Europa, região sudoeste da capital paulista, foi pichado.
O ato foi realizado em protesto contra a decisão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de proibir os motociclistas, a partir de 11 de fevereiro, de trafegar pelas pistas expressas das marginais do Pinheiros e do Tietê. O prefeito mora na mesma região do clube.
Protesto dos Motoboys
Os motoqueiros já realizaram um protesto semelhante na última sexta-feira, dia 11 de janeiro. Os mais de 300 motociclistas começaram a manifestação por volta das 9h30 na rua Boa Vista. Eles bloquearam a Marginal Pinheiros, sentido interlagos, 200 metros da Ponte Ary Torres e causaram transtonos no local.
O protesto contou com dois carros de som. Do alto de um deles, o presidente da Associação dos Motoboys do Estado de São Paulo, Ernane Pastore, gritava palavras de ordem. “O motoboy é a ralé que transporta essa cidade. O governo não põe helicóptero para salvar o povo. É o motoboy que leva sangue e até órgãos quando alguém precisa”.
(*Com reportagem de Leandro Meirelles)
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