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Polícia não descarta relação entre chacina e morte do coronel, diz Serra

17/01 - 14:40 - Agência Estado

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra, lamentou nesta quinta-feira o assassinato do coronel da Polícia Militar José Hermínio Rodrigues, que comandava o policiamento da zona norte da capital paulista, e defendeu que os responsáveis sejam punidos de forma rigorosa.

 

""Eu conhecia o coronel, tinha relações de amizade com ele. Era um homem sério, competente, decente, voltado à segurança das pessoas, que foi assassinado de maneira fria", disse ele.

"O que eu pedi ao comandante da Polícia Militar e ao delegado-geral da Polícia Civil é que façam o máximo empenho para descobrir quem comandou esse assassinato, para fazermos uma punição rigorosa. É um homem que caiu, mas que será substituído à altura, se Deus quiser", acrescentou.

Serra confirmou que uma das hipóteses por trás do crime pode ser a de extermínio, já que o coronel realizava investigações sobre as relações entre policiais militares e criminosos.

As chacinas também eram alvo de investigação do coronel, assassinado nesta quarta-feira horas antes da ocorrência de outra chacina na zona norte de São Paulo, na qual sete pessoas morreram e duas ficaram gravemente feridas.

"É uma das hipóteses. Eu até tenho hipóteses pessoais, mas prefiro não transmiti-las. Temos que trabalhar com várias possibilidades, e nenhuma, até agora, foi descartada, embora existam as mais prováveis", declarou o governador.

"Chama a atenção (a chacina desta madrugada), mas não há provas de que haja uma relação. O governo do Estado, a Secretaria de Segurança, a Polícia Militar e a Polícia Civil são contra ações de extermínio", destacou.

Leia mais sobre: assassinato - Polícia Militar - chacina




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