17/01 - 09:40 - Agência Estado
A falta de R$ 15 mil por mês para pagar salários e manutenção fez o Museu dos Dinossauros e o Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, em Peirópolis, vila a 20 quilômetros de Uberaba (MG), fechar as portas. Todos os funcionários deixaram o local: 13 foram demitidos, incluindo o coordenador-geral, Luiz Carlos Borges Ribeiro, e outros cinco “emprestados” por outras instituições, dispensados.
O centro esteve envolvido em algumas das mais importantes descobertas recentes no Brasil. Entre elas, a do crânio fóssil do crocodilomorfo "Uberabasuchus terrificus", um crocodilo pré-histórico de até 3 metros que vivia na região há 70 milhões de anos, e de titanossauros, dinossauros herbívoros que chegavam a 15 metros de comprimento.
O fechamento aconteceu na segunda-feira, após o término de um convênio, no valor de R$ 58.300, entre a prefeitura de Uberaba e a Fundação Municipal de Ensino Superior de Uberaba (Fumesu), mantenedora do centro e do museu. Com isso, a Fumesu alega não ter condições de bancar as atividades. “Esse era um dos custos mais altos”, diz o diretor-executivo da fundação, Márcio Mengatti.
Segundo ele, uma proposta de transferência para a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) foi discutida em maio, com a presença de uma assessora do gabinete do prefeito e um representante da universidade. O custo deixaria de ser municipal para ser federal. “Agora me dizem que essa pessoa já foi exonerada e nada foi passado”, afirma Mengatti. Tanto o diretor quanto o ex-coordenador do museu dizem que a transferência não aconteceu em 2007 inclusive por causa de entraves jurídicos, especialmente a desapropriação do terreno onde o museu está instalado, que nunca foi paga. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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