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Suspeita de febre amarela prejudica comércio de cidade histórica em Goiás

14/01 - 21:33 - Agência Brasil

BRASÍLIA - Os comerciantes da cidade histórica de Pirenópolis, em Goiás, onde o empresário Graco Abubakir supostamente contraiu a febre amarela que causou sua morte na terça-feira passada (8), têm reclamado da queda no movimento em período de férias.

Segundo eles, cerca de R$ 700 mil deixaram de circular na cidade no último fim de semana, quando a maioria das reservas em hotéis foi cancelada. E as lojas que contrataram funcionários temporários – para suprir a demanda na temporada – foram obrigadas inclusive a demitir pessoal, por falta de compradores.

"Éramos nove pessoas para o atendimento na loja de roupas de banho e agora estamos só três. As temporárias foram demitidas porque não havia clientes que justificassem a presença delas", informou o comerciante José Inácio Nascimento, que disse ter investido cerca de R$ 50 mil no estabelecimento, para as férias deste ano. O movimento, segundo ele, está 80% menor que o do ano passado.

Já o proprietário da pousada O Casarão, Sergio Rady, disse que a queda no número de hóspedes esperados chegou a 70%. E lamentou: “Nós sentimos falta de apoio do governo estadual, depois que o ministro da Saúde [José Gomes Temporão] infelizmente colocou Pirenópolis como foco da doença. Na verdade não é isso: até hoje não há caso de febre amarela constatado na cidade."

Leia mais sobre: febre amarela

 




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