14/01 - 13:26, atualizada às 14:03 14/01 - Redação com agências
SÃO PAULO - Trinta e três mil já pessoas foram vacinadas contra a febre amarela somente entre os dias 9 e 11 de janeiro deste ano na cidade de São Paulo. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, em 2007, ao todo, 62 mil pessoas receberam a vacina.
Em Goiás, entre os dias 1º de dezembro de 2007 e 10 de janeiro de 2008, a Secretaria da Saúde do Estado (SES-GO) distribuiu 1.767.230 doses.
De acordo com a secretária interina da SES-GO, Maria Lúcia Carnelosso, na última sexta-feira chegaram do Ministério da Saúde 200 mil vacinas e no sábado mais 300 mil. Até quinta-feira mais 500 mil agulhas e seringas devem chegar ao Estado.
No Distrio Federal, a estimativa da Secretaria de Saúde era de que 240 mil pessoas fossem vacinadas, já que, segundo previsão do órgão, 95% da população já estaria imunizada. No entanto, desde o dia 29 de dezembro, 960 mil pessoas procuraram os postos médicos para receberem a dose. Diversas pessoas já protegidas teriam tomado novamente a vacina sem necessidade, já que a proteção dura 10 anos.
A procura pela vacina também é grande em Minas Gerais. Segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado, anualmente são distribuidas cerca de 2 milhões de vacinas e, neste ano, o governo já recebeu um reforço de 150 mil doses para serem repasssadas aos municípios. Na capital do Estado, são vacinadas cerca de 17 mil pessoas por mês, mas, em razão de suspeitas de pacientes com a doença, do dia 1º de janeiro até o dia 13 já foram 37 mil.
Fiocruz dobra produção
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que produz e entrega a vacina contra febre amarela para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, irá produzir 30 milhões de doses em 2008, o dobro do ano passado, quando o ministério solicitou 15 milhões.
Em janeiro, o Ministério da Saúde receberá 4 milhões de doses de vacina contra a febre amarela, ante 1,3 milhão entregues habitualmente a cada mês.
Segundo o diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), Akira Homma, não haverá dificuldade em atender os aumentos de demanda. "Neste momento, para atender a esse crescimento muito forte da demanda o importante é administrar o estoque para não atender à população de forma desordenada", disse. "A Fiocruz está preparada para atender a mais aumentos de demanda, mas acho que não vai haver aumento daqui pra frente."
(*Com informações da Agência Estado)
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