10/01 - 05:06, atualizada às 05:27 10/01 - Redação
SÃO PAULO – Com capacidade para apenas 12 pessoas, a Cadeia Pública Feminina de Monte Mor (SP), na região de Campinas, abriga 119 mulheres – entre as quais quatro grávidas. Na cadeia, há apenas duas celas de 25 metros quadrados cada. As informações são da “Folha de S. Paulo”.
De acordo com o jornal, em razão da superlotação, as portas das celas ficam sempre abertas, e as presas ocupam também um pátio de 50 metros quadrados, sem teto, onde a maioria dorme. No local, só há dois chuveiros, um tanque, um fogão e uma geladeira.
Em cartas entregues ao jornal, as presas relataram que as celas estão infestadas de ratos, sarna, piolho e baratas. “Muitas vezes acordamos com ratazanas e baratas andando sobre nós”, afirma uma das presas. “Não temos capacidade de permanecer aqui. Há presas com tuberculose e soropositivas”.
O delegado responsável pela cadeia feminina de Monte Mor (SP), Luís Antônio Loureiro Nista, admitiu que o local está superlotado, mas afirmou que as presas recebem visitas de uma ginecologista e de dentistas a cada 15 dias.
Regras das Organizações das Nações Unidas (ONU) determinam um mínimo de seis metros quadrados para cada preso. Em Monte Mor, há 0,84 metro quadrado para cada presa, considerando as celas e o pátio.
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