10/01 - 21:04 - Agência Estado
Um ano após o acidente ocorrido na futura Estação Pinheiros da Linha 4 do Metrô de São Paulo, a liderança do PT na Assembléia Legislativa acusa o governador do Estado, José Serra (PSDB), de não ter esclarecido dúvidas que pairam sobre a obra desde a licitação até a atual fase de construção. De acordo com o deputado estadual Simão Pedro, líder do PT na Casa, o partido continuará a exigir a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as causas e responsabilidades pela tragédia, que vitimou sete pessoas.
"O governador José Serra está sendo negligente ao não rever o contrato da Linha 4, que está trazendo prejuízos enormes aos cofres do Estado", afirmou, em nota. "A CPI pode ajudar o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Polícia Civil nas apurações das responsabilidades dos envolvidos. A tragédia foi resultado de uma política de sobrepor ao interesse público os lucros de grupos privados", disse.
Na avaliação do deputado, o atraso nas obras vai prejudicar um milhão de usuários por dia previstos para utilizar a linha. Simão pede ainda que o Tribunal de Contas apure o depósito de R$ 92,3 milhões, de um total de R$ 180 milhões, feito pelo governo no dia 7 de dezembro, para promover o equilíbrio financeiro do contrato. Para ele, trata-se de "uma grande farsa", pois o pagamento a mais ao consórcio teria sido realizado a título de indenização pela mudança do método construtivo de shield (tatuzão) para NATM (que utiliza explosivos).
"Esses R$ 180 milhões que o Consórcio Via Amarela está cobrando como uma indenização pela mudança do método construtivo não faz sentido, uma vez que o método NATM é mais barato em comparação ao shield. Na verdade, a indenização é para cobrir o custo da obra. Quando o Metrô aceitou o preço do Via Amarela, era um preço inexeqüível, ou seja, com aquele valor, o consórcio não teria condições de entregar a obra pronta", acusa o deputado.
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