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Polícia divulga foto de 3º suspeito de participação em furto de obras do Masp

10/01 - 13:41, atualizada às 20:05 10/01 - Redação com agências

SÃO PAULO - Policiais da 3ª Delegacia de Crimes contra o Patrimônio do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) divulgaram foto do terceiro suspeito de ter participado do furto das obras "O lavrador de café", de Candido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, ocorrido no último dia 20 de dezembro.

Divulgação
Polícia Civil procura Moisés Manuel
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, Moisés Manuel de Lima Sobrinho, de 25 anos, está foragido e tem mandado de prisão temporária expedido pela Justiça de São Paulo.

Prisão dos suspeitos e recuperação dos quadros

Após rastrear uma quadrilha envolvida no assalto a um carro-forte, investigadores do Deic ouviram de um dos suspeitos monitorados a menção ao Masp em um telefonema.

O Deic conseguiu chegar até Francisco Laerton Lopes de Lima, de 33 anos, e, a partir dele, chegou ao comparsa, Robson de Jesus Jordão, de 32, e ao “cativeiro” em que os quadros estavam escondidos, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo.

O bando é apontado como executor de um plano arquitetado por mais uma ou duas pessoas, que teriam determinado quais obras deveriam ser subtraídas.

Embora o Deic tenha fortes indícios de que o crime foi encomendado por R$ 5 milhões, a Polícia Civil investiga uma tentativa de extorsão ao museu. No dia 3, uma carta endereçada ao presidente do Masp, Julio Neves, pedia US$ 10 milhões de resgate pelas telas.

Segundo a polícia, as exigências iniciais eram típicas de seqüestro, como a de que a polícia e a imprensa ficassem longe do caso. O texto mandava a direção do museu publicar um anúncio num jornal do Vale do Paraíba, em 15 de janeiro, com os dizeres: “Está à venda uma fazenda que pertenceu a Cândido Portinari.”

O comunicado deveria conter ainda o número de um telefone celular para que os criminosos pudessem dar continuidade às negociações. Só depois disso eles enviariam fotos comprovando que estavam com as telas.

O que a polícia quer saber é se os próprios ladrões eram os remetentes da carta ou se o museu foi alvo de golpistas. De acordo com a polícia, antes de serem levadas para Ferraz, as obras foram escondidas em outra casa. Ao ser preso, Jordão, admitiu, sengundo os investigadores, que já se preparava para transferi-las para um terceiro endereço.

(*Com informações da Agência Estado)

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