04/01 - 18:29, atualizada às 20:50 04/01 - Redação
SÃO PAULO - Em uma nota divulgada na tarde desta sexta-feira à imprensa, ex-ministro da Casa Civil José Dirceu negou ter dito à revista Piauí que o PT do Rio Grande do Sul adquiriu sua sede com dinheiro do caixa dois. "Não fiz acusações relacionadas à compra da sede do PT em Porto Alegre. Limitei-me a repetir que ocorreram denúncias de que o prédio fora comprado com recursos ilegais", afirmou.
Dirceu ressalta na nota que afirmou, durante a entrevista, que "a Justiça e uma CPI investigaram exaustivamente os fatos e, ao final, o PT gaúcho e os dirigentes alvo da denúncia foram absolvidos". O ex-ministro acrescenta que disse à reporter ter apoiado os citados na denúncia da oposição.
"O que destaquei a jornalista, então, é que a recíproca não ocorreu e que quando acusado não recebi o mesmo tratamento de alguns dirigentes do PT gaúcho. Estes não levaram em conta sequer a presunção da minha inocência", diz a nota de Dirceu.
O ex-ministro acusa a jornalista de ter citado onome de Fábio Luiz da Silva, filho do presidente da República, em seu lugar. "Fábio Luiz não é jornalista e nem é conhecido como Lulinha. Mas, da forma como foi publicada, a reportagem induz os leitores à confusão, leva-os a acreditarem que eu falava do filho do presidente da República quando me referia ao jornalista", defende.
A nota ainda afirma que Dirceu nunca afirmou que Delúbio Soares participou de jantar com o ex-ministro e com os deputados Antônio Palocci e José Genoíno no apartamento do deputado João Paulo Cunha. "Não poderia fazê-lo porque Delúbio simplesmente não participou deste jantar", segundo Dirceu.
Na nota, ele rebate, ainda, a afirmação de que teria cogitado fretar um avião para o Panamá quando enfrentou transtornos no aeroporto de Barajas, em Madri. "O que avaliei, se conseguisse um vôo direto para a Cidade do Panamá, era se valia a pena, pelo custo, alugar um avião para São Domingos, na República Dominicana", esclarece.
José Oviedo, mencionado na reportagem, foi conselheiro político na embaixada da República Dominicana em Brasília e não embaixador, segundo a nota. "O encontro do ex-presidente do governo da Espanha, Felipe Gonzalez, seria com Maurício Fumes, candidato da oposição e não com o presidente de El Salvador. O presidente da República de El Salvador não precisaria da minha ajuda para marcar uma reunião".
"Fui presidente da União Estadual de Estudantes de são Paulo - UEE-SP e não da União Nacional dos Estudantes - UNE; MOLIPO é a sigla de Movimento de Libertação Popular e não Movimentação de Libertação Popular", corrige a nota.
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