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Após o incêndio, veja quais são as mudanças no Hospital das Clínicas e como proceder

26/12 - 10:38, atualizada às 09:04 27/12 - Lecticia Maggi, repórter Último Segundo

SÃO PAULO – O movimento é intenso em frente ao prédio do Ambulatório do Hospital das Clínicas, localizado na região centro-oeste de São Paulo, nesta quarta-feira. O diretor-executivo do hospital Massayuki Yamamoto destaca, porém, que apenas casos de "extrema urgência" serão atendidos diretamente no Pronto-Socorro.

A direção faz um apelo para que as pessoas remarquem suas consultas – o que pode demorar até 30 dias - e destaca que só serão entregues na farmácia remédios considerados essenciais. A previsão é de que o prédio passe a operar normalmente a partir do dia 2 de janeiro.

VEJA O QUE FUNCIONA E COMO PROCEDER

• Remédios - na farmácia, serão entregues apenas aqueles considerados essenciais (quimioterápicos, imunossupressores ou antiretrovirais). Nos demais casos, a entrega deve ser reagendada e a previsão é que o remédio possa ser buscado a partir de 2 de janeiro. 

• Hemodiálise e quimioterapia – as sessões serão realizadas no prédio do Instituto Central.

• Consultas – suspensas. O HC pede para reagendar a consulta pessoalmente.

• Exames – cancelados. Uma nova data deve ser marcada.

• Cirurgias – apenas as consideradas urgentes serão feitas no prédio do Instituto do Coração (Incor), centro de ortopedia ou psquiatria do HC, onde salas especiais foram montadas para atender os pacientes.

Os números de atendimento são (11) 3069-6710 e (11) 3069-7048.

Incêndio na noite de Natal

Nesta quarta-feira, 1543 pessoas, que tinham agendado exames e consultas no hospital, ficaram sem atendimento por causa do incêndio que atingiu o maior complexo hospitalar da América Latina na noite de Natal. Os relógios marcavam 22 h, na segunda-feira, quando um forte cheiro de plástico queimado invadiu os corredores do prédio dos Ambulatórios do Hospital das Clínicas, o maior complexo hospitalar da América Latina. Todas as luzes se apagaram, incluindo as de emergência, e uma densa fumaça negra tomou conta do edifício. Houve pânico e correria entre funcionários e pacientes.

Uma enfermeira e um paciente pularam da janela do primeiro andar quando viram as chamas. Eles tiveram apenas ferimentos leves e foram levados a hospitais da região, segundo informações do hospital.

Segundo os bombeiros, o fogo começou no primeiro subsolo, após um curto-circuito atingir os tubos de transmissão de energia elétrica. De acordo com o hospital, o ambulatório atingido funciona de segunda a sexta-feira, apenas para consultas. Portanto, no momento do acidente, estava fechado.

As chamas foram rapidamente controladas, mas a fumaça subiu pela rede de ar-condicionado até o 9º andar e alcançou, por uma interligação, o 8º e o 9º andares do Instituto Central.

Ao menos 44 pacientes tiveram de ser transferidos para outros hospitais. No Instituto Central, interligado ao prédio que foi primeiramente atingido, outras 200 pessoas tiveram de ser realocadas.

Ainda ontem, uma equipe de eletricistas já fazia os primeiros reparos na parte elétrica do imóvel. Na quinta-feira, o HC realiza um concurso para a contratação de técnicos de eletrônica para trabalhar na manutenção do Prédio dos Ambulatórios. Desde 2005, o Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru) pede ao HC constantes adequações nas instalações do Prédio dos Ambulatórios e no Instituto Central.

Apesar de não existirem indícios de incêndio criminoso, a polícia abriu uma investigação. O Instituto de Criminalística (IC) tem o prazo de 30 dias para concluir o inquérito, que será acompanhado pelo delegado seccional oeste de São Paulo, Angelo Isola. Testemunhas e funcionários serão ouvidos pela polícia.

(*com informações da Agência Estado)

Leia mais sobre: Hospital das Clínicas - incêndio




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